Um vídeo gravado em uma escola estadual de Ribeirão Corrente (SP) emocionou milhões de pessoas nas redes sociais. Nas imagens, o professor Israel Magnani pede que um aluno assuma se já fez uma brincadeira de mau gosto com um colega. O menino, chorando, levanta a mão e recebe o incentivo do professor para pedir desculpas e dar um abraço no colega. A cena tocou tanto os estudantes que outros também foram até a frente para pedir perdão, transformando a sala em um espaço de reconciliação.
Israel, de 41 anos, sabe bem do que fala. Formado em psicanálise, ele foi vítima e também praticou bullying na infância, período em que enfrentou depressão após o abandono do pai. “A nossa proposta literalmente é: curados para curar. Quem foi a vítima de um bullying, quem foi o agressor de um bullying dentro do ambiente escolar, quem passou pelo quadro de depressão, quem infelizmente teve tentativas de suicídio. A frase da minha vida é: ‘se não for pra servir, pra que que eu sirvo?’”, explicou em entrevista.

Desde 2019, o educador tem se dedicado integralmente ao Projeto School – Por Que Sofro Tanto?, que já percorreu nove estados brasileiros. Ele prefere chamar as palestras de “encontros”, pois busca proximidade e envolvimento dos alunos. Com o apoio de prefeituras e escolas, Israel já realizou mais de 500 atividades, consolidando sua missão de transformar ambientes escolares em espaços de diálogo, empatia e fraternidade.
Repercussão nacional
O alcance do projeto cresceu ainda mais após a viralização de seus vídeos, que somam milhões de visualizações e foram compartilhados por artistas como Whindersson Nunes, Ferrugem e Felipe Araújo. Para Israel, cada abraço e pedido de perdão em sala de aula confirma sua vocação. “Hoje eu entendo meu chamado. Eu sou o cara mais privilegiado do mundo por estar lá dentro, poder tocar o coração dessa geração, ajudá-los a reconstruir amizades, a parar de beber o veneno da mágoa, liberar o perdão, tratar a fraternidade, princípios, valores, essa é a nossa verdadeira missão”, afirmou.
