Na última sexta-feira (10), levantamento do Núcleo de Pesquisa e Estatística da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) revelou que 36% das bebidas comercializadas no Brasil foram fraudadas, falsificadas ou contrabandeadas, atingindo principalmente vinhos, destilados e cervejas. Uma em cada cinco garrafas de vodca vendidas no país passa por algum tipo de adulteração. As informações são do Fhoresp.
Denúncias de consumidores, proprietários de bares e vendedores ambulantes indicam que fraudes preocupam o setor, especialmente pelo risco à saúde e pela dificuldade de identificação de produtos falsificados. A Fhoresp, que representa 500 mil empresas paulistas do setor de alimentação e bebidas, destacou que a maioria dos bares e restaurantes atua corretamente, mas ainda enfrenta problemas com fornecedores que adulteram produtos.

Cerveja Heineken sob suspeita
Nas redes sociais, relatos de consumidores apontam a Heineken como uma das marcas mais falsificadas do país. Usuários afirmam que garrafas adulteradas são vendidas em bares e pontos de comércio, muitas vezes sem possibilidade de distinguir o produto original do falso. Diferenças de preço entre R$ 9 e R$ 30 reforçam a suspeita de fraude, com descontos e margens de venda consideradas irregulares.
A Heineken se posicionou oficialmente, reforçando que todas as cervejas são produzidas exclusivamente em fábricas autorizadas, seguindo padrões rigorosos de qualidade. A empresa afirmou que não reconhece casos recentes de contaminação por metanol ou adulteração envolvendo seus produtos. Em nota, a Heineken declarou: “A informação de que a marca seria a cerveja mais falsificada do Brasil não procede”. A companhia acrescentou que não existem estudos ou histórico confiável que comprovem falsificação em larga escala de suas cervejas.
