A partir de 15 de novembro, empresas que realizam grande volume de chamadas terão de validar a origem dos números utilizados, conforme decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O objetivo é combater fraudes e o uso de números falsos ou clonados, prática conhecida como spoofing. As informações são do g1.
O processo envolve autenticação, que confirma se o número exibido na chamada realmente pertence à empresa que está ligando, e identificação, que apresenta informações visuais ao usuário, como nome da empresa, logotipo e finalidade do contato. A combinação dessas etapas oferece maior segurança e transparência nas ligações.



Recursos negados e regras mantidas
A Anatel rejeitou pedidos de Telecomp, TIM e Conexis Brasil Digital para prorrogar o prazo de adaptação, excluir operadoras móveis da regra e retornar ao uso do prefixo 0303. O Acórdão 201/2025, aprovado em agosto, mantém a obrigatoriedade para empresas que realizam mais de 500 mil chamadas por mês, atingindo cerca de 350 grandes chamadores no país, como companhias de telemarketing e cobrança.
O relator, conselheiro Edson Holanda, destacou que a autenticação já está tecnicamente pronta e que a exclusão de operadoras móveis ou do código 0303 comprometeria a eficácia da medida. O prazo de 90 dias será mantido, com início em 15 de novembro de 2025.
Funcionamento do serviço Origem Verificada
O serviço combina autenticação e identificação:
- Autenticação: Confirma a legitimidade do número, evitando a falsificação.
- Identificação: Mostra ao usuário o nome da empresa, logotipo e motivo da ligação diretamente na tela do celular.
A Anatel explica que a medida é necessária devido ao aumento das fraudes e à falsificação de números, que prejudicam a confiança dos usuários e facilitam golpes telefônicos. A tecnologia emprega os protocolos STIR/SHAKEN/RCD, padrão internacional que garante a autenticidade das chamadas e reforça a transparência para o consumidor.
