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Dormir de um jeito novo pode ajudar a reduzir a pressão arterial; saiba como

Estudos apontam que manter rotina de sono regular beneficia hipertensos e reforça cuidados com saúde cardiovascular
Dormir1(1)

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Na última terça-feira (19), pesquisadores da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon divulgaram um estudo indicando que manter um horário de dormir consistente pode reduzir a pressão arterial de indivíduos com hipertensão. A pesquisa, publicada na revista SLEEP Advances, envolveu participantes que ajustaram seus horários de sono por duas semanas e observaram quedas significativas na pressão, mesmo entre aqueles que já tomavam medicamentos para o controle da hipertensão. As informações são do O Globo.

O estudo acompanhou 11 adultos de meia-idade com hipertensão. Após monitorar os padrões normais de sono por uma semana, os participantes escolheram um horário fixo para dormir e mantiveram a rotina, evitando cochilos diurnos. A variabilidade do horário de dormir passou de 30 minutos para apenas sete minutos entre noites consecutivas.

Regularidade no sono auxilia na saúde do coração

Como resultado, todos os participantes apresentaram redução na pressão arterial: 4 mmHg na sistólica e 3 mmHg na diastólica, com quedas ainda maiores durante a noite, de 5 mmHg na sistólica e 4 mmHg na diastólica. Os pesquisadores afirmam que essa redução pode diminuir o risco de eventos cardiovasculares em mais de 10%.

Os cientistas explicam que horários de sono irregulares perturbam o sistema circadiano, que regula os ciclos de sono-vigília e a função cardiovascular. “Este estudo mostra que a regularidade do sono representa uma intervenção de baixo custo e baixo risco, capaz de complementar os tratamentos existentes para hipertensão”, afirmam os autores.

Além disso, pesquisa da Universidade de Gotemburgo indica que a hipertensão arterial é mais frequente entre pessoas que sofrem de apneia do sono e insônia combinadas. O estudo acompanhou quase 4.000 adultos, divididos em grupos conforme problemas de sono, e constatou que 10,2% dos participantes com ambas as condições apresentavam pressão elevada, enquanto o índice era menor entre os grupos com insônia ou apneia isoladas.

“Observamos que é especificamente a combinação de apneia do sono e insônia que está mais claramente ligada à hipertensão. Esse conhecimento é importante para identificar os pacientes que apresentam maior risco e precisam de um acompanhamento mais rigoroso na área da saúde”, afirma Mio Kobayashi Frisk, médica do Hospital Universitário Sahlgrenska e doutoranda da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo.

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