O Ministério da Educação se movimentou rapidamente para conter a inquietação dos estudantes após a repercussão da live que exibiu perguntas muito semelhantes às aplicadas no Enem 2025. Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (21/11), Camilo Santana falou diretamente com os candidatos para pôr fim aos rumores de anulação da prova.
Segundo o ministro, a realização do exame está mantida e não haverá mudança no calendário. “O Enem não será cancelado. Quero tranquilizar a cada um de vocês”, afirmou.
A fala veio após a constatação de que um universitário transmitiu ao menos cinco questões quase idênticas às da prova oficial. O Inep acabou anulando três delas e acionando a Polícia Federal para aprofundar o caso.




Ministro diz que anulação foi preventiva e que o modelo de correção garante isonomia
Santana classificou o episódio como “um caso de polícia” e ressaltou que a anulação dos itens foi uma medida “técnica, preventiva e baseada na isonomia”. A intenção, segundo ele, é impedir que qualquer participante seja favorecido ou prejudicado.
O ministro também reforçou que a nota final dos inscritos não sofrerá impacto, já que a Teoria de Resposta ao Item (TRI) ajusta a pontuação independentemente da quantidade de questões anuladas.
Segurança reforçada e números da edição
Além de comentar o episódio, Camilo Santana destacou que o Enem 2025 teve o maior esquema de segurança da história do exame. “Pela primeira vez, tivemos detectores de metal em todas as salas, mais de 120 mil”, afirmou.
A prova mobilizou 585 mil profissionais em todo o país e recebeu quase 5 milhões de inscrições. Os dois gabaritos oficiais já estão disponíveis, e o resultado final permanece previsto para janeiro de 2026. As três questões anuladas representam uma pequena parte do total de 180 itens aplicados.
Live com questões semelhantes levou à anulação
O motivo da suspensão das questões foi a live feita por Edcley Teixeira, estudante que presta consultoria para vestibulandos. Durante a transmissão, ele exibiu itens idênticos — inclusive com a mesma numeração — a alguns utilizados pelo Inep. Edcley alegou ter “adivinhado” o conteúdo com base em padrões e em questões de outros exames, como o Prêmio Capes Talento Universitário.
O Inep repudiou o episódio e encaminhou o caso à Polícia Federal, que agora apura se houve violação de sigilo.
