A cena de tecnologia mundial ganhou um novo nome de impacto — e ele é brasileiro. Aos 29 anos, Luana Lopes Lara acaba de assumir o posto de bilionária self-made mais jovem do planeta, ultrapassando figuras como Lucy Guo e até mesmo Taylor Swift, que por anos apareceu nas listas como a mais jovem bilionária por mérito próprio.
A ascensão de Luana acontece após um investimento Série E de US$ 1 bilhão elevar o valor da plataforma americana de mercados preditivos Kalshi — da qual ela é cofundadora — para impressionantes US$ 11 bilhões. Natural de Minas Gerais, ela viveu parte da juventude em Joinville (SC), onde estudou balé no prestigiado Bolshoi.
Antes de brilhar no universo das startups, Luana dividia seu tempo entre a disciplina do balé e o amor pelos números, chegando a se definir como uma “nerd de matemática”. A afinidade rendeu até medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia, um dos seus primeiros grandes feitos acadêmicos.



Da sala de dança ao MIT
Essa combinação improvável — arte, lógica e muita dedicação — abriu caminho para o MIT, onde Luana estudou Ciência da Computação e Matemática. Foi lá que conheceu Tarek Mansour, parceiro com quem criaria a Kalshi aos 22 anos.
Antes de mergulhar de vez no empreendedorismo, ela passou por experiências de peso no mercado financeiro, trabalhando em gigantes como Citadel, Bridgewater e Five Rings Capital, algumas das mais respeitadas instituições de Wall Street.
Hoje, como COO da Kalshi, Luana lidera a operação de uma empresa que vem mudando a maneira como as pessoas especulam e avaliam eventos do futuro.
Como funciona o modelo bilionário da Kalshi
Fundada em 2018, a Kalshi se diferencia das plataformas tradicionais de apostas ao operar com “mercados de eventos” regulados pela CFTC, o órgão americano responsável por supervisionar derivativos — um selo raro e altamente rigoroso.
Na prática, usuários negociam contratos baseados em perguntas diretas de “sim” ou “não”, como “os EUA entrarão em recessão este ano?”. O valor desses contratos sobe ou desce conforme a probabilidade atribuída pelo mercado; se o evento ocorrer, eles valem US$ 1, caso contrário, zero.
Esse sistema permite tanto especulação quanto proteção financeira: um investidor preocupado com uma crise econômica, por exemplo, pode comprar contratos que rendem caso uma recessão aconteça.
A Kalshi também entrou no universo das apostas esportivas, que já representam cerca de 80% de todo o volume negociado semanalmente — número que supera US$ 1 bilhão.
Mesmo com o título de bilionária, a fortuna de Luana está em grande parte ligada à fatia que ela detém na empresa, estimada entre 10% e 15%. Ou seja: só se tornaria dinheiro líquido em eventos como um IPO ou venda de participação.
