Um turista britânico entrou em contato direto com um polvo-de-anéis-azuis durante um banho de mar em uma praia das Filipinas na última semana, sem reconhecer o perigo associado à espécie conhecida pela liberação de toxinas potentes. O contato aconteceu enquanto Andy McConnell, historiador de 73 anos, nadava próximo à costa e decidiu manusear o animal. As informações são do O Globo.
O polvo-de-anéis-azuis possui marcações azuladas que surgem apenas em momentos de ameaça e indicam a possibilidade de liberação de veneno. A espécie é considerada uma das mais perigosas do ambiente marinho e costuma viver em recifes de corais nos oceanos Pacífico e Índico.


Risco invisível escondido em cores chamativas
Especialistas alertam que os anéis luminosos funcionam como um aviso natural. “Esses anéis são certamente muito bonitos e chamativos de se olhar. No entanto, eles só são exibidos quando o polvo está prestes a liberar seu veneno mortal”, diz um comunicado do Instituto Australiano de Ciências Marinhas, referência internacional no estudo do animal.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Andy McConnell segurando o polvo com cuidado enquanto o molusco tenta se afastar. Durante a gravação, o britânico comenta a surpresa diante do encontro ao afirmar “Eu nunca tinha visto nada como isso antes”. O contato não resultou na liberação de toxinas naquele momento.
A publicação recebeu comentários de usuários de diferentes países. Uma internauta australiana destacou o perigo da situação ao escrever “Em nome de todos nós, australianos, posso dizer que este é um dos vídeos mais assustadores de todos!”.
De acordo com pesquisadores, bactérias presentes nas glândulas salivares do polvo produzem a tetrodotoxina, um composto químico de ação rápida. A substância bloqueia a transmissão nervosa e causa paralisia dos músculos voluntários, mantendo a pessoa consciente enquanto perde a capacidade de se mover. Estudos da Biblioteca Nacional de Medicina da Austrália apontam que a toxicidade da tetrodotoxina supera em mil vezes a do cianeto para seres humanos.
Veja o vídeo:
