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VÍDEO: Mulher sobrevive a acidente de trem que deixou 41 mortos: ‘Terror’

Acidente na Andaluzia deixou 41 mortos, mais de 150 feridos e segue sob investigação
Suplemento (foto Reprodução Redes Sociais)

Suplemento (foto Reprodução Redes Sociais)

Uma jovem de 26 anos relatou momentos de desespero após sobreviver à colisão entre dois trens de alta velocidade que deixou ao menos 41 mortos e 152 feridos na região da Andaluzia, no sul da Espanha, na segunda-feira (20), no município de Adamuz. No acidente, familiares da passageira ficaram gravemente feridos e um cachorro segue desaparecido. As informações são do O Globo e La Nacion.

A sobrevivente, Ana García Aranda, viajava com a irmã grávida, o cunhado e o animal de estimação quando o trem em que estavam descarrilou. A irmã, Raquel, de 32 anos, permanece internada em estado crítico em uma Unidade de Terapia Intensiva, enquanto o cunhado não sofreu ferimentos.

Relato do resgate e busca por cachorro desaparecido

Em entrevista a um programa de televisão espanhol, Ana contou detalhes do momento da colisão. “Eu viajava no Iryo de Málaga para Madri. Estava no vagão 7, que descarrilou. Ficou a meio caminho de virar completamente. Eu tive sorte, mas minha irmã não, e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Eu pensei: ‘Cheguei até aqui’. Virei-me, olhei para minha irmã como se estivesse dizendo ‘adeus’ e tudo se apagou. Só gritos. Tentei ir até ela e me disseram que eu estava pisando em uma menina, então não consegui chegar. Havia muitos pedaços do trem no meio”.

Ela também descreveu o momento em que foi retirada do vagão. “Me tiraram por uma janela enquanto eu via minha irmã do outro lado, inconsciente, grávida. Comecei a gritar para todo mundo que ela estava grávida, então quando os bombeiros chegaram foram até ela e a retiraram. Não sei mais nada, só que ela está na UTI. Neste momento não sabemos nenhum prognóstico. É como um filme de terror”.

Em conversa com a imprensa espanhola, Ana explicou que perdeu o próprio celular no acidente e falou usando o aparelho da mãe. Segundo ela, Raquel se feriu ao tentar proteger o cachorro da família. “Se eu não posso fazer nada por ela, ao menos que eu possa encontrar Boro”, afirmou.

O animal, chamado Boro, é de porte médio, marrom, com pelos brancos no peito e usa coleira com plaquinha azul. “Ele sente muito medo. Se alguém o vir e se aproximar, que o faça bem devagar, porque é provável que ele fuja. Ele não costuma se aproximar das pessoas”, disse Ana.

As irmãs são naturais de Málaga e moram em Madri, onde trabalham como professora e advogada. A viagem tinha como objetivo visitar a família por causa do estado de saúde da avó. “Vi Boro ao sair do trem, chamei-o e ele veio comigo. Depois saiu correndo, mas não pude ir atrás porque não podia deixar minha irmã”, contou.

Sobre os instantes antes do impacto, Ana relatou que percebeu comportamento anormal do trem. “O trem começou a ir muito rápido, a se mover muito, a inclinar e a chiar. Acho que ficou a meio caminho de virar e, de repente, tudo ficou escuro. Havia gritos, sangue e coisas muito desagradáveis de ver. Os pedaços do trem ficaram no meio de nós. Acho que minha irmã bateu o rosto tentando proteger Boro. Ela perdeu a consciência. Eu não conseguia chegar até ela porque havia coisas em cima, ela estava presa no trem. O namorado dela está ileso. A mim me tiraram pela janela e, já do lado de fora, eu a via pela janela”.

As autoridades espanholas continuam apurando as causas da colisão. Informações iniciais apontam para uma falha em uma junta dos trilhos, que apresentava desgaste e teria se aberto com a passagem dos trens. O governo espanhol decretou três dias de luto nacional e afirmou que a investigação será conduzida com transparência.

Veja o vídeo:

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