Bad Bunny entrou para a história do Super Bowl LX ao comandar o show de intervalo da grande final do futebol americano, encerrada neste domingo (8), nos Estados Unidos. O artista porto-riquenho se tornou o primeiro a levar ao palco do evento um repertório inteiramente em espanhol, em uma apresentação que exaltou a identidade e a força da cultura latino-americana.
Mesmo sendo o centro das atenções da noite, o valor recebido pelo cantor chamou atenção — justamente por não existir. Apesar da grandiosidade do espetáculo e do alcance global da transmissão, Bad Bunny não receberá cachê pela performance, seguindo um modelo já tradicional da NFL.
O show contou com participações especiais de peso. Lady Gaga apareceu em uma versão inédita de Die With a Smile, enquanto Ricky Martin dividiu o palco com Bad Bunny em Lo que le pasó a Hawaii. A apresentação ainda reuniu nomes como Cardi B, Karol G e o ator Pedro Pascal, ampliando o impacto cultural do espetáculo.




Por que o show do Super Bowl não é pago?
Segundo informações do jornal O Globo, a NFL mantém uma regra histórica que prevê o não pagamento de artistas que se apresentam no intervalo das partidas. Em contrapartida, a liga cobre todos os custos envolvidos na apresentação, incluindo produção, logística, equipe técnica e estrutura, que costumam atingir cifras milionárias.
O entendimento da organização é que o Super Bowl funciona como uma vitrine global. A audiência massiva e a repercussão internacional geram retorno indireto em streams, vendas e projeção de imagem para os artistas, tornando o convite altamente disputado, mesmo sem remuneração direta.
Atualmente, o patrocínio do show de intervalo é assinado pela Apple Music. Antes disso, a ação ficou por uma década sob responsabilidade da Pepsi. O novo acordo aposta em um viés mais tecnológico e promocional, ampliando a presença digital do evento e reforçando sua conexão com o entretenimento global.
