Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, realizados em Milão e Cortina, reúnem cerca de 2,9 mil atletas de mais de 90 países em 116 provas. Apesar do prestígio máximo do esporte, a realidade financeira está longe de ser igual para todos. A maioria dos competidores enfrenta despesas elevadas com treinos, viagens e equipamentos, enquanto apenas um grupo restrito consegue transformar a visibilidade olímpica em ganhos milionários.
No topo dessa pirâmide financeira está a esquiadora Eileen Gu. Aos 22 anos, a atleta norte-americana que representa a China lidera o ranking de rendimentos entre os esportistas dos Jogos de Inverno. Segundo a Forbes, ela acumulou aproximadamente US$ 23 milhões no último ano, impulsionada principalmente por contratos publicitários e ações de marketing globais.



Patrocínios fazem a diferença fora das arenas
Logo atrás aparece o hóquei no gelo, modalidade com forte presença comercial, especialmente por meio da NHL. Um dos maiores nomes é Auston Matthews, estrela do Toronto Maple Leafs e integrante da seleção dos Estados Unidos. Ele soma mais de US$ 20 milhões em ganhos anuais, combinando salário esportivo e acordos com marcas como Nike, Uber Eats e Prime.
Na terceira posição surge Lindsey Vonn, um dos nomes mais icônicos do esqui alpino. Aos 41 anos e em sua quinta participação olímpica, a atleta mantém uma renda estimada em US$ 8 milhões por ano, sustentada por parcerias com empresas como Rolex, Land Rover e Delta Air Lines, além de seu histórico de medalhas.
Fechando a lista dos destaques, aparecem nomes de gerações mais jovens. A snowboarder Chloe Kim, bicampeã olímpica, soma cerca de US$ 4 milhões anuais graças a contratos com marcas esportivas e de lifestyle. Já o patinador artístico Ilia Malinin, fenômeno técnico do esporte, completa o top 5 com ganhos estimados em US$ 700 mil, impulsionados por patrocínios de gigantes como Coca-Cola, Samsung e Honda.
O contraste entre esses atletas e a maioria dos competidores escancara uma realidade pouco discutida: nos Jogos de Inverno, o talento é essencial, mas a verdadeira estabilidade financeira costuma vir bem longe do pódio, nos bastidores do marketing esportivo.
