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Comitê Olímpico Internacional cria regra para barrar atletas trans das Olimpíadas

Medida prevê exigência de teste genético para atletas que desejarem competir na categoria feminina
Comitê Olímpico Internacional cria regra para barrar atletas trans das Olimpíadas

O Comitê Olímpico Internacional anunciou uma nova política que altera critérios para participação em competições femininas nos Jogos Olímpicos. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (26), estabelece que apenas atletas consideradas mulheres biológicas poderão disputar provas dessa categoria em futuras edições do evento.

Segundo o comunicado, a medida foi criada com o objetivo de padronizar regras que, ao longo dos anos, vinham sendo definidas de formas diferentes por federações esportivas, gerando debates frequentes no cenário internacional. A proposta, de acordo com a entidade, busca estabelecer critérios universais para o esporte de alto rendimento.

Teste genético será exigido para participação nas provas femininas

Entre as mudanças anunciadas, está a exigência de um exame para identificação do gene SRY, apontado pelo COI como um indicador biológico relevante para a definição do sexo. A entidade afirmou que a decisão se baseia em evidências científicas e que o critério será aplicado para validar a participação em competições femininas.

“Com base em evidências científicas, o COI considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que um atleta passou pelo desenvolvimento do sexo masculino”.

A mudança ocorre após anos em que o COI evitou adotar uma regra única sobre o tema. Em 2021, a entidade havia orientado federações internacionais a criarem suas próprias diretrizes, mas a nova presidente, Kirsty Coventry, defendeu a criação de um padrão global para lidar com as diferenças biológicas nas competições.

“Nos Jogos Olímpicos, até mesmo as menores margens podem ser a diferença entre a vitória e a derrota” […] “Portanto, está absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, isso simplesmente não seria seguro”.

O COI também esclareceu que a nova regra não terá efeito retroativo e não afetará competições amadoras ou esportes de base.

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