Nesta segunda-feira (04/05), o governo federal anunciou o lançamento do programa “Novo Desenrola Brasil”, voltado à renegociação de dívidas da população, em Brasília. A iniciativa pretende reduzir o nível de inadimplência entre brasileiros, que ultrapassa 100 milhões de pessoas com débitos em instituições financeiras, segundo dados do Banco Central. As informações são do g1.
O plano inclui negociações de débitos ligados a cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, rotativo e financiamento estudantil. As condições foram estabelecidas após reuniões entre representantes do governo e do sistema financeiro, com previsão de juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor devido.


Detalhes do programa e condições de adesão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o programa deve atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil mensais. O presidente também informou a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para amortizar dívidas, mediante autorização do trabalhador e transferência feita pela Caixa Econômica Federal ao banco credor.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou que essa operação ocorre diretamente entre as instituições financeiras. O programa também prevê restrição temporária para participantes em plataformas de apostas online por um período de um ano. “Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, declarou o presidente.
O detalhamento completo será apresentado em coletiva de imprensa marcada para as 10h no Palácio do Planalto, com participação de integrantes da equipe econômica e ministros envolvidos na formulação da proposta.
Contexto político
O lançamento ocorre em um momento de desafios no Congresso Nacional e proximidade das eleições de 2026. O governo federal busca priorizar ações com impacto direto na vida da população, com foco em renda, crédito e consumo.
Internamente, programas de renegociação são considerados instrumentos para ampliar apoio popular, reduzir restrições financeiras de cidadãos e fortalecer a agenda econômica defendida pela gestão federal no cenário eleitoral.
