Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo Real Time Big Data revela um cenário de forte equilíbrio na corrida presidencial. Em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva soma 43%. A diferença de apenas um ponto percentual configura empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 2 e 4 de maio, com nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral. Além dos votos válidos, 7% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 6% ainda não sabem ou preferiram não responder.



Cenários de primeiro turno e outros confrontos
Nos cenários de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente, com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, que registra 34%. Outros nomes testados, como Ciro Gomes, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, aparecem com percentuais menores, mas influenciam na fragmentação do cenário.
Quando analisados outros possíveis confrontos de segundo turno, o equilíbrio se mantém. Em uma disputa entre Lula e Ciro Gomes, ambos aparecem com 43%. Já contra Ronaldo Caiado, Lula marca 43%, contra 42% do adversário. O presidente abre vantagem apenas em cenários específicos, como contra Romeu Zema, onde registra 43% contra 39%.
O estudo também evidencia o nível de polarização. Luiz Inácio Lula da Silva lidera tanto em intenção de voto quanto em rejeição, sendo citado por 44% dos entrevistados como o candidato que não escolheriam. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 41% de rejeição.
Recortes por perfil mostram diferenças importantes. Entre mulheres, Lula tem vantagem, enquanto Flávio Bolsonaro se destaca entre homens. Regionalmente, Lula lidera no Nordeste, enquanto o adversário tem melhor desempenho no Sul. Já no Sudeste e no Norte, há empate técnico.
A pesquisa ainda aponta que temas econômicos seguem no centro das preocupações dos eleitores, independentemente do candidato preferido. Propostas como a redução da jornada de trabalho e a isenção de Imposto de Renda para rendas mais baixas têm ampla aprovação.
No cenário geral, os dados indicam uma disputa aberta para 2026, marcada por equilíbrio numérico, alta rejeição aos principais nomes e forte influência de fatores econômicos e sociais na decisão do eleitorado.
