Nesta quinta-feira (14/05), autoridades de saúde do Rio Grande do Norte informaram investigação sobre o caso de uma menina de 10 anos internada em Natal após apresentar sintomas como coceira, manchas pelo corpo e dificuldade para respirar, diante de suspeita relacionada ao uso de detergente da marca Ypê incluído em lote suspenso pela Anvisa por risco de contaminação por micro-organismos. As informações são do g1 RN.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública confirmou acompanhamento do caso por meio da vigilância epidemiológica. Familiares afirmam que a criança recebeu diagnóstico de infecção bacteriana durante atendimento médico.





Família relaciona sintomas ao uso do produto
Segundo relatos da família, os primeiros sinais surgiram cerca de uma semana antes da internação. O padrinho da menina, Alisson da Silva, contou que a criança apresentou coceira inicialmente e depois passou a sentir dificuldade para respirar e caminhar.
Após divulgação da suspensão dos produtos do lote terminado em “1”, familiares passaram a suspeitar de relação entre o detergente utilizado na residência e os sintomas apresentados pela menina. O produto permanece guardado pela família.
“Quarta-feira passada, 8 dias atrás, ela veio apresentando intoxicação. Até a segunda-feira foram cinco entradas no hospital. A gente começou a suspeitar (do detergente) porque ela estava com pequeno corte na mão e teve uso do detergente na quarta-feira. Ou seja, se sai uma publicação que está acontecendo uma coisa que não é normal, já foi avisado pela Anvisa que estava com uma bactéria, a minha afilhada usa dele e começa a aparecer sintomas, então dá a entender que seja do sabão”, afirmou.
A menina passou por outras unidades de saúde antes da internação na Unidade de Pronto Atendimento de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, na segunda-feira (11/05). Na quarta-feira (13/05), ocorreu transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago.
A mãe informou que o quadro de saúde permanece estável e destacou melhora na capacidade de locomoção da criança. Exames laboratoriais devem esclarecer possível relação entre os sintomas e o produto investigado.
“O apelo que eu faço é que descubram o problema da minha filha. Eu não quero saber se é detergente, seja lá o que for, não quero saber o que foi que aconteceu, de onde veio essa bactéria.”, disse o pai da menina, Lee Clarean da Silva.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal declarou que o caso passará por análise do Departamento de Vigilância em Saúde. Segundo o órgão, não existe necessidade de recolhimento de amostra do detergente porque o lote já está classificado pela Anvisa com orientação de risco.
A Ypê afirmou em nota que os lotes com não conformidade permaneceram em quarentena após identificação durante procedimentos internos de controle e fiscalização.
