Após a prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, sua defesa fez sua primeira declaração. Ela foi presa durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para apurar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a investigação, Deolane teria recebido valores provenientes da facção criminosa por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da cúpula da facção. De acordo com a nota publicada pela defesa, a prisão foi considerada “desproporcionais as medidas firmadas” contra Deolane.




“Inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno. Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”, diz parte da nota.

Veja na íntegra:
“Prezados(as),
A defesa técnica da advogada Dra. Deolane Bezerra Santos vem, com o máximo respeito às instituições do Sistema de Justiça e ao Estado Democrático de Direito, prestar os devidos esclarecimentos sobre os acontecimentos que resultaram em sua prisão preventiva na data de hoje, 21.05.2026:
Inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno.
Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no dis-cernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora, valor que, segundo os investigadores, possui indícios de lavagem de dinheiro e origem não comprovada, de acordo com informações da GloboNews.
Operação
A operação também teve mandados expedidos contra integrantes ligados ao alto escalão da facção, incluindo Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC. Como ele já está preso, a nova ordem de prisão preventiva será apenas comunicada ao sistema penitenciário.
Entre os alvos estão ainda Alejandro Camacho, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do criminoso; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho; e Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da organização criminosa.
