Na noite de quinta-feira (28/05), a policial militar Priscila Garcia entregou um buquê de girassóis para a mulher salva após simular um pedido de pizza durante uma ligação ao 190, em São Paulo. O reencontro aconteceu dias depois da ação policial que terminou com a prisão do companheiro da vítima por violência doméstica. As informações são do g1.
A policial compartilhou o momento nas redes sociais e explicou que decidiu visitar a mulher para saber como estava a recuperação após o atendimento realizado na Zona Sul da capital paulista.


Policial relembrou estratégia usada no resgate
“Ela não queria pizza… Ela queria ajuda. Quando a ligação chegou no 190, já sabíamos que aquele pedido escondia um pedido de socorro. A equipe chegou ao local em silêncio, cada um posicionado nas laterais do muro. Ligamos para ela e avisamos: ‘a pizza chegou’. Era o sinal para que ela pudesse sair sem levantar suspeitas do agressor”, escreveu Priscila Garcia.
Segundo a policial, a reação da vítima marcou o encontro após o resgate. “Quando ela saiu e encontrou as flores, abriu um sorriso de surpresa… e, pela primeira vez, talvez tenha sentido um pouco de paz depois de tanto medo”, afirmou.
Ligação ao 190 evitou novas agressões
O pedido de socorro aconteceu na última sexta-feira (23/05), no Jardim São Francisco, Zona Sul de São Paulo. Durante a ligação para o 190, a vítima fingiu solicitar uma pizza enquanto a atendente identificava sinais de violência doméstica.
A conversa permitiu que a equipe policial obtivesse informações sobre o endereço sem despertar suspeitas do agressor. Depois da chegada dos agentes, a mulher saiu do imóvel nervosa e relatou ameaças, agressões físicas e tentativa de violência sexual diante da filha de três anos.
Segundo a Polícia Militar, a criança sofreu ferimentos provocados por estilhaços de espelho durante as agressões e precisou de atendimento hospitalar.
Os policiais localizaram um revólver calibre .38 com munições dentro da residência. O homem acabou preso em flagrante e permaneceu detido por crimes ligados à violência doméstica, ameaça, violência psicológica, dano e posse ilegal de arma de fogo.
