A Parada do Orgulho LGBT+ começou no Brasil em 28 de junho de 1997, na cidade de São Paulo, com uma marcha organizada por integrantes da comunidade LGBTQIA+ em defesa de direitos, visibilidade e liberdade de expressão. A primeira edição reuniu cerca de 2 mil pessoas e percorreu o trajeto entre a Avenida Paulista e a Praça Roosevelt, caminho mantido até os dias atuais. As informações são da CNN Brasil.
O evento nasceu com o tema “estamos em todos os lugares e em todas as profissões” e enfrentou dificuldades logo na estreia. Segundo relatos históricos, drag queens conhecidas da cena noturna paulistana precisaram se deitar na rua para interromper o trânsito e permitir o início da caminhada.

Movimento cresceu ao longo das décadas
Mesmo sob chuva na edição inaugural, a manifestação ganhou força nos anos seguintes e passou a reunir públicos cada vez maiores. Durante os anos 2000, a Parada do Orgulho LGBT+ ampliou a representatividade de grupos incluídos no movimento.
Inicialmente chamada de Parada Gay, a mobilização passou a incorporar outras siglas e identidades, incluindo lésbicas, bissexuais, pessoas trans e diferentes segmentos da comunidade LGBTQIA+.
Evento também possui caráter político
Segundo informações do Memorial da Democracia, a Parada sempre manteve objetivos ligados à reafirmação política, à celebração da identidade e à defesa do livre exercício da sexualidade.
Além da celebração, o evento também funciona como espaço de reivindicação por igualdade de direitos e combate à discriminação enfrentada pela população LGBTQIA+.
São Paulo concentra a maior Parada do mundo
Após a primeira edição na capital paulista, outras cidades brasileiras passaram a organizar manifestações semelhantes anualmente. Mesmo assim, São Paulo segue responsável pela maior concentração de público.
Em 2006, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo entrou para o Guinness World Records como a maior do mundo, após reunir cerca de 2,5 milhões de pessoas. Segundo a SPTuris, a edição de 2011 alcançou aproximadamente 4 milhões de participantes.
