A Polícia Federal passou a investigar movimentações financeiras da Talismã Digital, empresa ligada à influenciadora Virginia Fonseca, após relatórios produzidos com base em dados analisados depois da CPI das Bets. As informações foram divulgadas no domingo (08/06) pelo programa Domingo Espetacular, da Record, e apontam suspeitas envolvendo operações milionárias da companhia. As informações são do Metrópoles.
Segundo a reportagem, agentes federais analisam possíveis irregularidades fiscais, financeiras e indícios de lavagem de dinheiro relacionados às operações da empresa. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificou movimentações consideradas atípicas ao longo de 2024.




Relatórios apontaram transferências milionárias por Pix e TED
De acordo com o levantamento citado pela reportagem, a Talismã Digital recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. Desse total, R$ 21,4 milhões teriam sido transferidos por meio de 44 operações via Pix, enquanto R$ 1 milhão entrou na conta da empresa por TED.
Os investigadores também apuram transferências de R$ 17,7 milhões feitas pela empresa Amp Pay Marketing. Segundo os dados apresentados, a companhia opera no regime do Simples Nacional, modalidade que possui limite anual de faturamento de R$ 4,8 milhões.
A investigação busca entender a relação entre empresas associadas à influenciadora, a Amp Pay Marketing e plataformas de apostas virtuais.
Em nota enviada à Record, a defesa de Virginia Fonseca afirmou que não existem irregularidades nas operações financeiras analisadas. Os representantes da influenciadora declararam que movimentações consideradas atípicas não representam, por si só, prática ilegal.
A defesa também negou qualquer ligação da Wepink com empresas ou pessoas relacionadas ao crime organizado e afirmou que a companhia possui estrutura própria, auditoria independente e atuação regular. Segundo a assessoria, Virginia não pretende comentar o caso publicamente neste momento.
