O psyllium voltou ao centro das conversas sobre emagrecimento no domingo (08/06), após publicações nas redes sociais compararem a fibra natural ao medicamento Mounjaro por conta do efeito de saciedade. Apesar da popularidade, especialistas reforçam que o produto não possui ação semelhante à medicação utilizada no tratamento da obesidade e diabetes. As informações são da CNN Brasil.
Originário da Índia, o psyllium é uma fibra solúvel vendida em pó e utilizada principalmente para auxiliar o funcionamento intestinal. O produto ganhou espaço entre pessoas que buscam perda de peso por aumentar a sensação de estômago cheio quando consumido antes das refeições.




Fibra atua no intestino e pode auxiliar na saciedade
Segundo pesquisas citadas pela Wolters Kluwer Health, o psyllium forma um gel viscoso ao entrar em contato com líquidos. Esse processo desacelera a absorção de nutrientes no intestino e prolonga a sensação de saciedade.
O estudo também aponta benefícios relacionados ao controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, além da redução do colesterol.
Mesmo com os possíveis efeitos positivos, cientistas destacam que não existem evidências robustas que comprovem ação direta no emagrecimento comparável às canetas emagrecedoras.
A comparação com o Mounjaro surgiu principalmente pelo valor mais baixo da fibra. Enquanto medicamentos à base de tirzepatida podem custar cerca de R$ 1 mil nas farmácias, o psyllium costuma ser encontrado por preços entre R$ 30 e R$ 100.
Nutricionistas alertam que o consumo sem orientação profissional pode provocar desconfortos intestinais e resultados contrários ao esperado. A recomendação é que o uso faça parte de uma alimentação equilibrada e acompanhada por especialistas.
