Durante uma palestra realizada na última semana, no Salão do Livro do Piauí (Salipi) o palestrante Igor deixou o evento após ser cobrado a pagar pensão alimentícia. A cobrança partiu da ex-companheira que usou o espaço de destaque de Igor para fazer a manifestação pública. As informações são do Cidade Verde.
Em um vídeo gravado no evento, Amanda Pita, ex-companheira, aparece em meio a plateia fazendo a cobrança da pensão e narrando fatos ocorridos. Ao perceber a presença dela, Igor levanta e deixa o palco.
Ao Cidadeverde.com, Amanda Pita conta que ambos tinham uma relação e tiveram uma filha que hoje tem 17 anos. Com o fim da relação, um acordo entre os dois determinou o valor a ser pago de pensão alimentícia. O cantor chegou a pagar alguns meses, mas o valor atrasava ou em muitas vezes não era realizado.
Veja o que ela disse
“Ele a matriculou em uma escola particular para não me passar o valor da pensão, mas mesmo assim ainda faltava o valor que tínhamos acordado em 2014. Depois ele começou a não pagar a escola particular e vinham na agenda dela as cobranças. Ela ficou mal e até hoje ele deve a escola. Em 2019 eu resolvi entrar com o processo para executar o acordo que tínhamos feito”, afirma.
Amanda cita que os casos recorrentes de falta de pagamento de débitos prejudicaram a saúde mental da filha, que realiza tratamento contra depressão há 3 anos. Ela lembra ainda que em 2019 optou por entrar com um processo na justiça para regularização do pagamento e que o músico chegou a ser preso em 2023.
“Em 2023 ele foi preso por não pagar a pensão. Ele passou pouco mais de 30 horas preso e fez um outro acordo comigo. Ele novamente determinou o valor, pagar os atrasados, que ele pagou uma parte, parcelou outra e diminuímos a pensão para o valor mínimo. Só que ele voltou a não pagar novamente. Mês passado chegou um processo que ele pediu para diminuir a pensão na qual ele nunca pagou para o valor mínimo, alegou que está com depressão desde 2019 por perda da bolsa do doutorado”, conta.
Amanda cita que além do desgaste pelo não pagamento de pensão, os danos emocionais seguem até hoje. Segundo ela, nunca houve uma convivência parental com a filha e que todos os cuidados sempre foram restritos a mãe.
“Eu não consigo dar conta de tudo. Fora o fato dele não pagar a pensão, os cuidados nunca foram divididos. E eu penso que ele só tem doutorado por minha causa, porque eu não consegui nem me formar. Eu cuidei dela, eu alfabetizei, eu alimentei, comprei roupa, leve a escola, a festa, eu que fiz tudo. Ele nunca fez nada”, desabafa.
Com os recorrentes desgaste, Amanda afirma que a cobrança feita em público durante o Salipi ocorreu quando viu que o ex-companheiro estava palestrando no mesmo local.
