Nesta quarta-feira (10), Deolane Bezerra foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo. A influenciadora está sendo investigada por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e encontra-se detida em Tupi Paulista (SP).
A ação ocorreu a partir do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente (SP). A Justiça também recusou o pedido de transferência feito pela defesa de Deolane.




O MP reforçou que o pedido de prisão domiciliar não é oferecido nos casos de organização criminosa que opera mediante violência.
O promotor Lincoln Gakiya, que atua em Presidente Prudente, é um dos membros do grupo do Ministério Público. Gakiya é um dos principais investigadores da atuação do PCC no Brasil e é considerado referência internacional no assunto.
O documento foi registrado por Gakiya e mais seis promotores, sendo cinco de São Paulo e dois de Presidente Prudente, nesta quarta-feira (10). Segundo o arquivo, familiares ou pessoas de confiança recebiam ordens dos líderes do PCC para distribuição da renda ilícita obtida com a empresa de transportes.
Estes valores eram depositados em favor de Deolane, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sendo os dois últimos sobrinhos de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola.
Como a investigação chegou até ela
Deolane foi presa sob suspeita de integrar um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado à facção. A investigação começou com bilhetes e manuscritos atribuídos à organização apreendidos há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista.
