No domingo (14/06), após a morte do cantor e compositor norte-americano Oliver Tree, aos 32 anos, em um acidente aéreo no Rio de Janeiro, detalhes sobre as decisões do artista em relação ao próprio patrimônio vieram a público.
Com uma fortuna estimada em aproximadamente R$ 20,7 milhões, conforme informações divulgadas pela imprensa internacional, o músico contou antes da morte que havia planejado excluir familiares de sua herança. A declaração ocorreu durante entrevista ao The Zach Sang Show, quando o cantor falou sobre sua relação com dinheiro, legado artístico e o destino dos bens acumulados ao longo da carreira.


Ao explicar sua visão sobre patrimônio, Oliver afirmou que não considerava a riqueza conquistada como uma posse individual. “Não acredito que qualquer riqueza ou bens provenientes dela sejam meus. Então, quando eu morrer, e eu já deixei claro em meu testamento que, quando eu falecer, minha família, ninguém receberá um centavo”, declarou.
O cantor também afirmou que a decisão envolveria possíveis descendentes e uma futura companheira. “Se eu tiver esposa, filhos ou qualquer coisa do tipo, eles não vão receber um centavo”, continuou ele, explicando: “Vou pagar a faculdade dos meus filhos. Esse é o acordo. Mas não vão ter [mais] privilégios. Eles estarão bem cuidados porque seu pai trabalhou em alguns projetos nos anos 2000. A ideia é que, quando eu morrer, todo o dinheiro volte para os artistas”.
Artista planejava direcionar recursos para projetos musicais
Oliver Tree explicou que pretendia criar uma estrutura para administrar os valores obtidos com suas músicas, vídeos e outros trabalhos criativos. Segundo o artista, a intenção era usar os rendimentos futuros para apoiar novos nomes da indústria.
“Quando eu morrer, minha arte continuará gerando direitos autorais e provavelmente valerá mais do que vale agora. As pessoas finalmente vão apreciar meus vídeos idiotas ou minhas músicas idiotas. É quando as pessoas te valorizam, quando você não está mais aqui”, disse ele.
Para organizar a distribuição dos recursos, o músico afirmou que criou um grupo responsável por decidir quais artistas receberiam os valores ao longo dos anos. “Basicamente, criei um comitê para quando eu morrer, e pretendo fazer isso enquanto estou vivo, onde todos votarão em quem receberá o dinheiro a cada ano”, revelou.
A proposta apresentada por Oliver Tree previa que os ganhos provenientes de seu catálogo fossem destinados periodicamente a artistas e iniciativas criativas escolhidas pelo comitê.
