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Trump diz que Lula é uma pessoa muito ‘volátil’ e que não se importa com o brasileiro

Presidente dos EUA criticou brasileiro em entrevista a site norte-americano; líderes se encontraram brevemente nesta semana no G7, na França
Trump diz que Lula é uma pessoa muito ‘volátil’ e que não se importa com o brasileiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (19/6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma pessoa “muito volátil”, e que não se importa com o líder brasileiro.

“Eu observei o Brasil, o líder de lá, que conheço um pouco. Tivemos alguns contatos. Ele é uma pessoa muito volátil”, disse, em entrevista ao site norte-americano Axios.

“Para ser sincero, eu não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi um discurso muito volátil, e tudo bem”, respondeu o presidente dos EUA, ao ser questionado se não era fã de Lula. 

Trump e Lula se encontraram nesta semana durante reunião de Cúpula do G7, na França, e apenas trocaram cumprimentos. O encontro ocorreu em meio à tensão entre Estados Unidos e Brasil, após o governo norte-americano aplicar um novo tarifaço contra produtos brasileiros e classificar as facções PCC e do CV como grupos terroristas.

Na quarta-feira (18/6), Donald Trump foi questionado sobre o presidente brasileiro. Na ocasião, Trump respondeu que conversou com Lula, chamou o Brasil de “país politicamente complicado” e e se confundiu sobre a situação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Ouvi dizer que prenderam o ‘Bolsonaro Jr’. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no, ou querem prendê-lo, para ter alguma coisa contra ele”, disse.

Em coletiva à imprensa, no mesmo dia, Lula minimizou o fato de não ter tido uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, durante a Cúpula do G7, e disse que o norte-americano “desconhece o Brasil”. O petista defendeu também que os EUA “não se metam” nas eleições brasileiras.

“Ele tem direito de ter as preferências eleitorais e ideológicas dele. Só espero que ele não fira o código de ética que tem que ter entre as nações. Ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, é um problema dele. Gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil”, ressaltou.

Programação

Durante a programação do G7, Lula apenas trocou rápidos cumprimentos com, Donald Trump. Os dois chefes de Estado tiveram duas interações, mas nenhuma delas de forma pública. Primeiro, se cumprimentaram após o discurso do petista na plenária principal e depois, após uma apresentação musical no local.

Na segunda, eles se encontraram passando pelo corredor. Sem a presença de um intérprete, Trump disse ao brasileiro “How are you?” (“Como você está?”) e “Good job” (“Bom trabalho”), em inglês. Lula apenas acenou com a cabeça.

No entanto, Lula aproveitou seu discurso para mandar recados a Donald Trump. O presidente brasileiro reiterou a defesa de uma regulação das big techs e fez menção ao Pix, usado como uma das justificativas para o governo norte-americano propor novas tarifas contra as exportações brasileiras.

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