A disputa judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni voltou a ganhar um novo capítulo. Mesmo após um acordo firmado entre as partes, os representantes legais do diretor contestaram o pedido de reembolso das despesas processuais apresentado pela atriz. Segundo a defesa de Baldoni, o valor solicitado por Lively, de US$ 8 milhões, o equivalente a cerca de R$ 41 milhões, seria excessivo e incluiria gastos que não estariam relacionados ao processo.
A contestação foi apresentada pelo advogado Bryan Freedman, que questionou a composição dos honorários cobrados pela atriz e argumentou que parte das despesas não deveria ser reembolsada pela outra parte.




Defesa afirma que pedido inclui despesas sem relação direta com a ação
Na petição, Bryan Freedman alegou que o pedido de Blake Lively contempla custos que, na avaliação da defesa, extrapolam o escopo do processo judicial.
“O pedido de honorários de Lively é tão abrangente que inclui custos com pesquisas sobre sua própria responsabilidade por falso testemunho — decorrente de sua reclamação no CRD da Califórnia — e sobre sua moção baseada na ‘Regra 11’ (Rule 11), para a qual o Tribunal já havia negado o reembolso de honorários!”, afirmou.
No início de maio, Blake Lively e Justin Baldoni anunciaram um acordo para encerrar a disputa relacionada ao processo movido pela atriz em 2024. A ação teve origem nas acusações de assédio sexual feitas por Lively contra o diretor e colega de elenco do filme É Assim Que Acaba, além da alegação de que ele teria liderado uma campanha de difamação contra ela.
Segundo a revista Variety, o entendimento entre as partes foi firmado cerca de duas semanas antes de o caso ser analisado pela Justiça federal. Em nota, as equipes jurídicas informaram que ambos pretendiam encerrar o conflito e seguir em frente após os desentendimentos ocorridos nos bastidores da produção.
O acordo também foi celebrado aproximadamente um mês depois de a Justiça dos Estados Unidos rejeitar 10 das 13 ações cíveis apresentadas por Blake Lively, incluindo todas as acusações de assédio sexual. Permaneceram para análise em tribunal federal apenas três alegações: retaliação, cumplicidade em retaliação e quebra de contrato.
