Maria Francileide Nunes Moreira do Nascimento, de 56 anos, foi presa na noite de terça-feira (21/7), em Guarulhos, na Grande São Paulo, por suspeita de ser a mandante do assassinato do marido, o policial civil Arnaldo José Nascimento. A Justiça decretou a prisão preventiva da investigada, que, conforme as apurações, teria desembolsado R$ 200 mil para contratar os executores do homicídio.
Arnaldo José Nascimento foi morto a tiros em 6 de janeiro de 2025, dentro da gráfica da qual era sócio com a esposa, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital paulista. No início, o caso foi registrado como um suposto latrocínio, mas o rumo das investigações mudou após a polícia reunir indícios de que o crime teria sido planejado pela companheira da vítima.

Prisão ocorreu após avanço das investigações
A prisão foi realizada por agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de São Paulo. A ordem de prisão preventiva havia sido expedida pela Justiça na segunda-feira (20/7). Maria Francileide deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22/7).
A detenção ocorreu semanas depois de Ronaldo da Silva, conhecido como Tatu e apontado como autor dos disparos, prestar depoimento à polícia. Segundo a investigação, ele afirmou ter sido contratado por Maria Francileide para matar o policial civil e declarou que recebeu R$ 200 mil pela execução. Douglas Cabral de Oliveira, apontado como comparsa de Tatu, também está preso.
O caso foi inicialmente investigado pela 7ª Cerco Leste. De acordo com a apuração policial, a investigada chegou a relatar que tentou envenenar o marido com “chumbinho”, mas a tentativa não teria surtido efeito. Diante disso, ela teria decidido contratar um atirador para cometer o crime. A principal linha de investigação aponta que a motivação estaria relacionada à sociedade do casal na gráfica onde Arnaldo José Nascimento foi assassinado.
