A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não comparecerá à convenção do Partido Liberal (PL) no sábado (25/7) em São Paulo, evento em que será oficializada a candidatura de seu enteado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. Com a confirmação do rompimento no vídeo divulgado por Michelle no mês passado, a presença dela não era realmente esperada pelas lideranças do partido. No entanto, elas afirmavam publicamente estar esperançosas de vê-la no evento.
Restrições
Além das restrições a Flávio, a ex-primeira-dama também poderá justificar a ausência no encontro do diretório nacional pelas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu as visitas a ele por 30 dias, restringindo o acesso a ele à ex-primeira-dama, à filha Laura, que mora com os pais, e aos médicos, fisioterapeutas e advogados. Visitações com finalidades político-eleitorais estão suspensas, e a medida também atinge Flávio Bolsonaro, pivô da proibição decretada pelo ministro.




Aliados têm dito que, com o endurecimento do regime domiciliar, Michelle se vê impedida de sair de casa porque é a única responsável pelos cuidados com Bolsonaro. Ela, então, não poderia sair de Brasília sem que alguém permanecesse cuidando do ex-presidente.
A restrição impediria, portanto, que ela fosse à convenção do PL em São Paulo — e ninguém diz se ela iria mesmo que pudesse. A relação entre a ex-primeira-dama e Flávio continua muito ruim. Os dois não têm contato desde o rompimento em dezembro do ano passado, quando o senador criticou as posições políticas de Michelle sobre o cenário eleitoral do Ceará.
O PL tratava o apoio dela como imprescindível para melhorar a aceitação do pré-candidato entre o eleitorado feminino e também entre os evangélicos. O imbróglio ainda não foi resolvido, e Michelle optou por sair da presidência do PL Mulher. O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, tem dito que faz esforços para melhorar a relação entre eles e consolidar a ex-primeira-dama como candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
