Marc Cucurella chamou a atenção durante a Copa do Mundo por causa dos longos cachos, que já se tornaram uma de suas principais marcas. No entanto, o visual vai muito além da estética. O lateral da seleção espanhola revelou que mantém o cabelo comprido para ajudar o filho mais velho, Mateo, diagnosticado com autismo, a identificá-lo com facilidade durante os jogos.
A ideia surgiu ainda nas categorias de base, quando Cucurella deixou o cabelo crescer para que a própria mãe conseguisse encontrá-lo rapidamente em campo. Anos depois, a tradição ganhou um novo significado após o nascimento de Mateo.



Gesto ganhou novo significado após diagnóstico
Cucurella e a esposa, Claudia Rodríguez, são pais de três filhos: Mateo, Río e Bella. Ainda pequeno, o primogênito apresentou sinais como atraso na fala e dificuldade de contato visual. Depois de uma série de avaliações, a família recebeu o diagnóstico de autismo.
Desde então, o jogador buscou entender melhor o transtorno por meio de especialistas e do contato com outras famílias. Como Mateo é não verbal, o cabelo comprido passou a ser uma referência visual importante para que ele reconhecesse o pai durante as partidas.
Para o defensor espanhol, o visual representa mais do que uma característica marcante: tornou-se um símbolo do vínculo com o filho e da adaptação da família à nova rotina, mostrando que o amor também pode ser demonstrado em gestos simples.
