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Defesa de Marco Furlan pede revogação da prisão do ex-ator após laudo do IML; entenda

Defesa de Marco Furlan pede revogação da prisão do ex-ator após laudo do IML; entenda

A defesa do ex-ator da TV Globo Marco Furlan solicitou à Justiça a revogação da prisão preventiva do artista, acusado de estuprar uma criança de cinco anos durante uma festa realizada em 2 de agosto. Em entrevista ao Metrópoles, a advogada Graciele Queiroz questionou a condução da investigação e afirmou que considera o cliente inocente.

Segundo a advogada, o pedido já foi apresentado e agora o Ministério Público deverá se manifestar antes que o juiz tome uma decisão. Ela também afirmou que pretende buscar a reabertura do inquérito responsável pela apuração do caso.

“Eu fiz o pedido de revogação de prisão e agora vai ser aberto o prazo para o Ministério Público se manifestar. Eu acredito no judiciário”, afirma ela, dizendo ainda que pretende pedir reabertura do inquérito que investiga o caso.

“Tudo que se pede no processo abre vista para o Ministério Público. Após ele se manifestar, quem decide é o juiz. Estamos aguardando agora o MP se manifestar para o juiz decidir”, pontuou ela. Queiroz ainda afirma que seu cliente não oferece riscos ao caso: “Qual é o risco que o Marco oferece, sendo que ele mora a mais de 130 quilômetros da chácara?”.

Caso ocorreu em uma chácara no interior de São Paulo

O episódio investigado ocorreu em 2 de agosto, em uma chácara localizada no bairro Goiabal, em Pindamonhangaba, no interior paulista. No dia seguinte, Marco Furlan passou por audiência de custódia, quando a Justiça decidiu manter a prisão. O indiciamento por estupro de vulnerável ocorreu em 6 de agosto.

Um laudo elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) também passou a integrar a investigação. No documento, o médico-legista afirma que “não há, no presente exame, evidências de lesões corporais”.

O responsável pelo exame, Rodrigo Carvalho de Almeida, registrou ainda que “não há elementos” de práticas de ato libidinoso identificadas durante a avaliação da região anal da criança. O procedimento buscou verificar a existência de “lesões de interesse médico legal”.

O laudo informa que ainda são aguardados resultados de exames complementares, entre eles a “pesquisa de espermatozoides”. A avaliação médica foi realizada em 4 de agosto, dois dias após o episódio investigado.

Maria Fernanda Mituo, advogada da criança, afirmou ao Metrópoles que, apesar do resultado do exame físico, “as provas da materialidade são incontestáveis”.

“Embora o exame físico realizado até o momento não tenha identificado lesões macroscópicas, o próprio laudo pericial esclarece que a ausência de lesões físicas não é suficiente, por si só, para afastar a ocorrência do delito investigado, especialmente diante da natureza dos fatos e das particularidades do exame realizado posteriormente ao evento”, afirmou a defesa do menino.

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