Uma funcionária da WeGym, academia fundada por Virginia Fonseca e Samara Pink, anunciou nas redes sociais que deixou o cargo e relatou ter enfrentado situações de homofobia e discriminação no ambiente profissional. Ana Carla afirmou que tomou a decisão depois de reagir a episódios que, segundo seu relato, “ultrapassaram os limites do respeito”. A profissional relacionou os acontecimentos à sua orientação sexual.
Ana Carla disse que já havia optado anteriormente por não reagir a determinadas situações, mas decidiu se manifestar após considerar que os episódios haviam ultrapassado o limite. Ela também afirmou que não concorda com comportamentos que considera desrespeitosos ou preconceituosos no ambiente de trabalho.
Funcionária critica postura da liderança
Na publicação, Ana Carla também falou sobre a rotina de quem trabalha na recepção e defendeu que profissionais em posições de liderança tenham preparo e responsabilidade para conduzir as equipes.
“Não foi um episódio isolado. Algumas situações anteriores eu relevei, escolhi não reagir e segui trabalhando. Porém, chegou um momento em que decidi não permanecer em silêncio. Eu não aceito ser tratada com indiferença, desrespeito ou preconceito. E também não consigo simplesmente fechar os olhos quando vejo situações dentro do ambiente de trabalho que considero injustas ou inadequadas”, declarou.
“Quem trabalha na recepção está na linha de frente. Muitas vezes, somos nós que recebemos as cobranças, lidamos com os problemas e tentamos manter tudo funcionando. Por isso, acredito que liderança precisa vir acompanhada de preparo, responsabilidade, respeito e capacidade de trabalhar em equipe — não de competição, desunião ou tentativa de diminuir quem está ao lado”, completou.
A profissional não apresentou detalhes sobre os episódios mencionados e também não identificou as pessoas que estariam envolvidas. A WeGym foi criada em Goiânia no fim de julho por Virginia Fonseca e Samara Pink.
