A tutora do cachorro Batata, que foi morto a tiros por um homem no sábado (22) na Rua Sabóia Lima, Tijuca, Zona Norte do Rio, suspeita que o crime tenha sido premeditado. Com receio de represálias, a protetora de animais há 16 anos, que optou por não se identificar, relatou ao DIA que, ao revisar as gravações das câmeras de segurança, notou o autor dos tiros parado em frente à sua residência, onde Batata estava solto no quintal. Ele ficou imóvel por alguns segundos antes de continuar o passeio.
Ela acredita que o homem já estivesse esperando o cachorro pular o muro e ir em sua direção. “Eu acredito que tenha sido premeditado. Nas imagens, é possível ver que ele parou e ficou esperando o cachorro pular. Ele, por várias vezes, também coloca a mão na arma que estava na cintura. Depois do crime, sai andando tranquilamente”, afirma a tutora.




Em um novo vídeo ao qual o DIA teve acesso, é possível ver o homem passeando com um cachorro, às 15h46. Outros cães das casas da rua começam a latir e, segundos depois, Batata pula o muro e vai em direção ao homem, que faz quatro disparos. Dois deles atingem o animal, que morre na hora.
A tutora de Batata lembra que o cachorro e uma outra cadela não tinham o costume de ficar no quintal. Naquele dia, porém, ela saiu com pressa de casa e os cachorros saíram para o quintal.
“Meu cão não era agressivo. Eu resgatei ele quando tinha uns três meses de vida. Ele tinha cinco anos e era o meu cachorro favorito. Ele era louco por mim, e eu por ele”, lembra a moradora.
Crime
O crime aconteceu cerca de 20 minutos após a tutora deixar a casa. “Um vizinho me ligou e disse que um dos meus cachorros estava morto. Eu voltei imediatamente para casa e, quando cheguei, o Batata estava no chão, sem vida. Chamamos a Polícia Militar e depois fui à delegacia prestar depoimento. O que eu quero e espero agora é que a Justiça seja feita”, pede.
