No último fim de semana, Angélica, conhecida por sua carreira na televisão e por sua presença constante nas redes sociais, contou que ela e o marido, Luciano Huck, adotaram uma regra incomum dentro de casa: nada de celulares durante os momentos em família. A decisão, que pode parecer drástica para alguns, surgiu da vontade de resgatar a convivência sem distrações, algo cada vez mais raro no cotidiano dominado pela tecnologia.
A apresentadora explicou que a ideia nasceu da percepção de que a família estava fisicamente junta, mas cada um mergulhado em sua própria tela. Pais de Joaquim, Benício e Eva, Angélica e Luciano decidiram colocar em prática a mudança para preservar a troca verdadeira e a presença nos encontros familiares.

(Foto Reprodução Redes Sociais)



O alerta dado por Angélica reflete uma preocupação crescente no mundo todo. Smartphones e tablets se tornaram parte indispensável da rotina, mas, em contrapartida, muitas vezes substituem a interação real. Estudos como o da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apontam que o excesso de tempo diante das telas pode provocar ansiedade, dificuldades para dormir e problemas de concentração. Além disso, especialistas lembram que o afastamento emocional dentro de casa é uma consequência comum, já que a falta de conversas presenciais enfraquece a conexão entre familiares e prejudica o desenvolvimento de habilidades sociais.
Nesse contexto, a decisão da família Huck de adotar jantares sem celulares está alinhada com o que psicólogos e educadores defendem. Ao resgatar a mesa como espaço de conversas, o ambiente se torna mais propício para trocas verdadeiras, como destacou a própria apresentadora ao afirmar que esses momentos ajudam a fortalecer o “núcleo familiar”.
Resistência e Adaptação
Angélica admitiu que nem todos aceitaram a novidade de imediato. “Houve resistência no começo, especialmente das crianças, mas é natural. A dependência digital é um desafio e desligar pode gerar irritação”, disse a apresentadora. A persistência, no entanto, foi determinante para que a iniciativa funcionasse. Aos poucos, a família percebeu que o tempo sem telas trouxe ganhos importantes. “Hoje, eles valorizam a oportunidade de ter um ‘tempo de qualidade’”, afirmou Angélica.
