O dólar teve queda acima de 1% nesta quinta-feira (19), após o Banco Central injetar US$ 8 bilhões no mercado para conter a valorização da moeda. Durante a manhã, a divisa chegou a atingir a marca de R$ 6,30, o maior nível registrado até então. Às 13h03, a cotação estava em R$ 6,135, enquanto a Bolsa de Valores operava em alta de 0,5%, acima dos 121 mil pontos.
A alta do dólar foi impulsionada pela desidratação do pacote de gastos no Congresso, com alterações que reduziram o impacto dos cortes. A reação do mercado veio após mudanças que incluíram restrições menores para as emendas parlamentares.






Impacto da intervenção do Banco Central
Após atingir o recorde nominal pela manhã, o dólar começou a recuar por volta das 10h50, após um leilão extraordinário do BC. Em apenas 15 minutos, a moeda caiu de R$ 6,245 para R$ 6,159, encerrando o ciclo de alta inicial.
O dólar turismo, usado para viagens, também acompanhou o movimento de queda. Após abrir em alta, a moeda foi negociada a R$ 6,402 (-1,16%) às 12h44.
O BC aumentou a intervenção, somando US$ 20,7 bilhões em leilões até agora. Especialistas alertam que a demora nas ações gerou incertezas no mercado, indicando que o pior ainda pode estar por vir.
Bolsa brasileira em alta
Enquanto o dólar recuava, o Ibovespa registrou valorização acima de 0,5% durante a manhã. Às 12h01, o índice marcava 121.542 pontos, com um volume de negócios superior a R$ 4,5 bilhões. A alta foi interpretada como um movimento de “repique” após a queda acentuada de 3,15% registrada na véspera.
Dentre os destaques, as ações da Automob (AMOB3) subiram mais de 17%, liderando os ganhos. Outras empresas, como Hapvida (HAPV3) e Qualicorp (QUAL3), também apresentaram altas superiores a 5%. Por outro lado, a maior baixa foi da MRV Engenharia (MRVE3), que caiu 3,61%, seguida por Locaweb (LWSA3) e Grupo Éxito (EXCO32).
A volatilidade reflete um cenário de cautela entre investidores, que seguem atentos às movimentações do mercado e do Congresso.
