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Bombeiros fazem resgate impressionante em meio a ondas gigantes; Veja VÍDEO

Operação envolveu quatro salva-vidas e um helicóptero para retirar a vítima da correnteza.
Resgate (foto Reprodução Redes Sociais) 1

Resgate (foto Reprodução Redes Sociais) 1

Uma equipe de bombeiros protagonizou um resgate heroico no último domingo (16), no Guarujá, litoral sul de São Paulo. Em meio a um mar agitado, com ondas superiores a dois metros, os profissionais arriscaram a própria vida para salvar Matheus Araújo Azarias, de 12 anos, que ficou preso em uma corrente de retorno próximo às pedras da praia de Pernambuco.

Dois primos que estavam com Matheus conseguiram sair da água a tempo, mas ele foi puxado pela correnteza e não conseguia voltar. O primeiro a perceber a situação foi o guarda-vidas Gabriel Santana, que se lançou ao mar para tentar salvá-lo. As informações são do g1.

“Ele estava emborcado, de barriga para baixo. Pensei que estivesse morto”, contou Santana. A operação se tornou ainda mais desafiadora conforme outros salva-vidas entravam na água para auxiliar no resgate. O helicóptero Águia da Polícia Militar de São Paulo também foi acionado para ajudar na retirada da vítima.

“Quando tu chega no apoio, tu vê ele já na pedra, com a criança no colo, e tu? Foi o tempo de eu escalar para voltar para o local da ocorrência para apoiar ele, foi possível ver o Águia chegando”, relatou Xavier Silva, outro guarda-vidas envolvido.

Nas imagens registradas durante a operação, é possível ver o exato momento em que dois bombeiros se jogam no mar para tentar alcançar o garoto.

“Quando a gente chega aqui, vê essa cena aí, essa cena… Ele está dessa forma porque ele não está conseguindo sair dali. Então vamos, vamos para água para tentar tirar dali no mais rápido possível, porque a gente sabia que a maré ia bater”, explicou o guarda-vidas Rafael Menezes.

Diante das condições extremas, a única alternativa foi manter Matheus seguro sobre as pedras até que uma solução fosse encontrada. “Mas o que eu mais fiz foi oração, porque naquela hora não tinha muito o que fazer. Eu estava cercado por ondas, não tinha onde pular, não tinha muito o que fazer”, afirmou Gabriel Henrique Santana de Freitas, bombeiro temporário.

Santana segurava Matheus nos braços enquanto tentava equilibrá-lo sobre a pedra. “Ele estava totalmente inconsciente. Eu tentava comunicação com ele. Ele não me respondia, até que eu peguei e comecei a dar uma chacoalhada, gritava no ouvido dele. Enfim, ele soltou uma secreção enorme, que aí deu um alívio em mim, e foi aí que eu identifiquei que ele estava consciente ali naquele momento”, contou.

O resgate, no entanto, ainda não havia terminado. Os bombeiros tentaram içar Matheus com um cesto especial chamado puçá, mas as ondas dificultavam o procedimento. “Tem momentos que ele tá a duas braçadas da gente. E a onda tanto tira, tira tanto a gente, quanto o pulsar de perto”, explicou Cássio Cirino de Carvalho Elói, também guarda-vidas temporário.

A equipe tomou então uma decisão inesperada e arriscada: voltar com Matheus para a água, ao invés de tentar retirá-lo pelas pedras. “Ali no momento, eu achei que o menor risco possível seria voltando para o mar”, disse Rafael Menezes Ribeiro. O momento mais crítico ocorreu quando uma onda gigantesca engoliu toda a equipe.

“Assim, se você vê o vídeo, depois, o momento que nós quatro estamos segurando a criança e uma onda literalmente engole a gente. Cara, você tem uma noção quando você está só com a cabeça para fora do mar, aquela onda parecia um muro na sua frente”, relatou Cirino.

Após minutos de tensão, o helicóptero finalmente conseguiu se aproximar da pedra maior, permitindo o resgate do menino. Matheus foi encaminhado para uma unidade de pronto-atendimento no Guarujá com um quadro respiratório grave. De acordo com a médica Juliana de Souza Rosa, a rapidez no socorro foi essencial para salvar a vida do garoto.

Correntes de retorno: perigo silencioso no mar

Segundo especialistas, nove em cada dez mortes por afogamento ocorrem em correntes de retorno, como a que quase levou Matheus. Essas correntes se formam quando a água que atinge a areia volta para o oceano, criando uma força que arrasta banhistas para longe da costa.

Muitos ignoram as placas de alerta e acabam sendo pegos de surpresa. Apenas neste ano, 20 pessoas morreram afogadas no litoral paulista, enquanto os bombeiros já realizaram 1.171 salvamentos – incluindo o de Matheus. A capitã Karoline Burunsizian Magalhães, do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), reforça a importância de saber como agir em situações como essa:

“Quando a pessoa percebe que está se afogando, ela quer sair dali de qualquer forma. O recomendado é que as pessoas nadem paralelamente à praia. Não nade contra essa corrente, então saia dessa corrente lateralmente e busque um banco de areia onde está quebrando a onda para conseguir chegar mais facilmente à praia”, orientou.

Após o resgate, Matheus, que mora em Guarulhos, na Grande São Paulo, e estava no Guarujá para as férias, fez questão de reencontrar os bombeiros que salvaram sua vida. O primeiro abraço foi para Gabriel Santana, o guarda-vidas que o segurou nos braços durante o momento mais difícil do resgate.

alfinetei

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