Morreu nesta quinta-feira (3/10) o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira, um dos rostos mais icônicos da televisão brasileira, aos 97 anos.
Ele estava internado no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana do RJ, desde o dia 4 de setembro, quando deu entrada com insuficiência renal crônica. O quadro piorou, e às 8h desta quinta Cid morreu de falência múltipla dos órgãos.




Cid foi sepultado na manhã deste sábado, 5, em um cemitério de Taubaté, no interior de São Paulo. No final de sua vida, ele escolheu que queria que sua última morada fosse no mesmo local onde estão sepultados os restos mortais de sua primeira esposa, da filha e de um neto em sua cidade natal. Assim, a viúva, Fátima Sampaio, cumpriu a decisão dele e realizou o enterro neste final de semana.
A cerimônia de despedida contou com a presença de amigos e familiares, que foram apoiar a viúva neste momento de luto. Fátima foi fotografada muito emocionada enquanto acompanhava o enterro.
Filhos não aparecem
Roger e Rodrigo Moreira, filhos de Cid Moreira, não apareceram no enterro do pai, neste sábado (5/10). Eles dizem não saber se o pai fez um testamento. A princípio, o valor da causa foi determinado em R$ 100 mil, até que seja apurado o patrimônio do apresentador: “É do conhecimento dos filhos que o pai tinha e deve ter muitos imóveis e direitos autorais, contas em bancos, aplicações, recebimentos outros”, diz o documento.
Ex-âncora do Jornal Nacional (Globo) foi sepultado ao lado da primeira mulher, Olga Radenzev, atendendo a um pedido do próprio. O corpo foi enterrado no Cemitério da Venerável Terceira Ordem, por volta de 09h30, com a presença de familiares, amigos e fãs.
Os filhos acusam Fátima de dilapidar o patrimônio do apresentador. Desde 2021, Roger e Rodrigo acusam a madrasta de transferir para a própria conta e de parentes mais de R$ 40 milhões que eram de Cid, vender 11 dos 18 imóveis dele e manter o jornalista em “cárcere privado”.
O Ministério Público visitou a casa de Cid Moreira e concluiu que ele não sofria maus-tratos durante a convivência com Fátima. O promotor que analisou o caso afirmou que não encontrou “indícios que sustentem uma denúncia ou um processo de inquérito”, e pediu o arquivamento de um dos processos abertos por Roger e Rodrigo.
