Nos últimos meses, 1º de julho, pesquisadores do Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS), projeto financiado pela NASA, identificaram a passagem do cometa 3I/ATLAS pelo Sistema Solar. Esta detecção marca a terceira ocorrência confirmada de um objeto interestelar atravessando a vizinhança solar, destacando-se como um fenômeno astronômico de grande relevância científica. O objeto, cuja trajetória foi classificada como hiperbólica, evidencia sua origem extrassolar e confirma que está apenas transitando pelo Sistema Solar, sem vínculo gravitacional com o Sol.
Atualmente, o cometa 3I/ATLAS encontra-se a aproximadamente 4,5 unidades astronômicas do Sol, o que corresponde a cerca de 670 milhões de quilômetros. A confirmação de sua natureza interestelar ocorreu após análises iniciais, quando o corpo celeste era denominado provisoriamente como A11pl3Z r. De acordo com Richard Moissl, chefe de defesa planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), o cometa não oferece risco à Terra.


Trajetória interestelar
“Ele voará profundamente através do Sistema Solar, passando logo dentro da órbita de Marte, mas não atingirá nosso planeta vizinho”, afirmou Richard Moissl em entrevista à agência AFP.
As estimativas indicam que o 3I/ATLAS possui um diâmetro entre 10 e 20 quilômetros, podendo ser considerado o maior objeto interestelar já detectado até o momento. Contudo, caso a composição do cometa seja predominantemente de gelo, seu tamanho poderá ser inferior ao inicialmente calculado. “Ele ficará mais brilhante e mais próximo do Sol até o final de outubro, e poderá ser observado até o ano que vem”, informou Richard Moissl.
O cometa apresenta uma velocidade estimada em 60 quilômetros por segundo, equivalente a 37 milhas por segundo, fator que o classifica entre os corpos mais velozes já registrados no Sistema Solar.
Antes da passagem do 3I/ATLAS, apenas dois objetos provenientes do espaço interestelar haviam sido identificados: o asteroide ‘Oumuamua, em 2017, e o cometa 2I/Borisov, em 2019.
