A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) teve seu mandato cassado depois de ser acusada de usar dinheiro público para fazer uma harmonização facial. Antes disso, a política atuou em novela da Globo. Seu papel de mais destaque foi a indígena Crocoká em Uga Uga novela das sete, dos anos 2000, protagonizada por Claudio Heinrich, escrita por Carlos Lombardi.
A personagem de Crocoká era uma das indígenas que convivem com o protagonista Tatuapú, durante sua vida na floresta. Na trama, ela afastava os outros por conta da sua feiura. A caracterização da atriz era feita com prótese dentária.
Mas se engana quem pensa que esse foi o único papel de Silvia Waiãpi na TV. No mesmo ano, ela participou da minissérie A Muralha, da série A Cura, em 2010, e, em 2017, de Dois Irmãos (2017).
O caso da cassação do mandato foi determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá na última quarta-feira (19). Eles acataram a denúncia do Ministério Público Eleitoral do Estado, em que uma ex-funcionária da deputada a acusou de ter gastado R$ 9 mil, sendo parte do dinheiro recebido do fundo eleitoral, com o objetivo de cobrir despesas de um procedimento estético na face.
A ex-coordenadora da campanha de Silvia, Maite Martins Mastop, disse que pagou procedimento em 2022. Já o advogado da deputada disse, ao jornal O Globo, que “os elementos constantes do noticiário são totalmente improcedentes, fruto de vingança pessoal e intrigas partidárias, bem como discriminação racial, dada a origem da declarante”.
No entanto, a denúncia foi investigada pelo Tribunal Regional Eleitoral, que teria rejeitado a prestação de contas emitida pela própria parlamentar ao ser notificada da acusação, o que resultou na sua cassação dela.
A assessoria de Silvia Waiãpi disse, em nota, ter ficado sabendo da cassação da imprensa e afirmou que suas contas haviam sido julgadas e aprovadas previamente pelo TRE-AP.
