Às vésperas do confronto contra o Monaco pela Liga dos Campeões, Kylian Mbappé acabou roubando a cena fora de campo. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), o atacante do Real Madrid respondeu a diversos temas, mas viu a conversa ser direcionada principalmente ao momento turbulento vivido pelos Merengues.
Mesmo com o simbolismo do reencontro com o clube que o revelou e a importância da Champions League, o foco recaiu sobre a fase instável do time espanhol. Dentro desse cenário, a situação de Vinícius Júnior ganhou protagonismo, e Mbappé fez questão de se posicionar publicamente ao lado do companheiro.
O brasileiro vive um dos períodos mais delicados desde que chegou ao Real Madrid. Além da oscilação em campo, Vini Jr passou a ser alvo de críticas mais duras da torcida e teve seu nome associado, nos bastidores, a fatores que culminaram na saída de Xabi Alonso do comando técnico.




“Minha responsabilidade é protegê-lo”, diz Mbappé
Questionado diretamente sobre o camisa 7, Mbappé evitou assumir o papel de conselheiro, mas deixou claro que se sente responsável por blindar o colega dentro do elenco: “Eu não sou o Vini. Se quiser, pode falar com ele. Não tenho que dar conselhos, não sou ninguém para isso. Minha única responsabilidade é cuidar dele, protegê-lo… Quando ele está feliz, tudo é diferente”, afirmou o francês.
Na sequência, o atacante ampliou o debate e rejeitou a ideia de que o momento negativo do Real Madrid possa ser colocado nas costas de um único jogador. Para Mbappé, o problema é coletivo e deve ser encarado dessa forma.
“Não é culpa do Vini. É culpa de todo o elenco. É isso que tenho a dizer aos torcedores. Se forem vaiar, que vaiem o time inteiro. Temos que aceitar, faz parte do nosso trabalho. Sabemos disso. Mas não podemos apontar o dedo para alguns e dizer que a culpa é deles. A responsabilidade é de todos. No Real Madrid, há momentos como este, e precisamos mudar isso”, declarou.
Ao comentar especificamente as vaias recentes, como as que ocorreram na partida contra o Levante, Mbappé demonstrou compreensão com a insatisfação da torcida, mas ponderou que a personalização das críticas pode ter efeito contrário.
“As vaias… eu entendo. Antes de ser jogador, eu era jovem e, quando não estava feliz, criticava e vaiava. Compreendo porque não estamos fazendo as coisas da maneira certa. O que não gostei foi que, se vão vaiar, deveriam vaiar o elenco todo. Não se deve apontar o dedo para um jogador. Estamos jogando mal como equipe e temos caráter para mudar isso em campo. Não vejo os torcedores do Real Madrid contra nós. Eles estão irritados, e tenho certeza de que voltarão a nos apoiar”, concluiu.
