A modelo Any Awuada, que relatou ter participado de um ménage à trois com Neymar Jr. e outra acompanhante, fez uma declaração polêmica sobre o desempenho do jogador. Segundo ela, o craque “não dura muito” e teve resistência de apenas “duas músicas”.
Essa não é a primeira vez que Neymar é apontado como um parceiro pouco duradouro. No entanto, não há confirmação se o camisa 10 do Santos realmente sofre de ejaculação precoce, condição que afeta mais de 30% dos homens brasileiros.




O urologista Eduardo Miranda, membro do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), explica que é preciso avaliar o tempo médio de duração e o impacto emocional para chegar a um diagnóstico. “Qualquer pessoa pode ter um dia que gozou rápido. Isso é OK. Para se denominar ejaculação precoce, precisa ser persistente, em até um minuto, e com um incômodo – pessoal ou interpessoal”, disse ele ao G1.
O que caracteriza a ejaculação precoce?
O tempo médio de penetração até o orgasmo na população mundial é de cerca de seis minutos. A condição pode ser dividida em dois tipos:
- Primária: ocorre desde o início da vida sexual, com ejaculação em até um minuto.
- Secundária: surge ao longo do tempo, quando o homem percebe uma redução na duração da relação.
Quais são as causas?
Segundo o especialista, fatores psicológicos são a principal causa da ejaculação precoce. “A ansiedade libera muita adrenalina, e essa substância pode acelerar a ejaculação. Se o cara estiver nervoso, ele vai ejacular mais rápido também. E isso não quer dizer que ele tem o problema, mas que as condições favoreceram para que chegasse ao orgasmo mais rápido”, explicou Miranda.
Existe tratamento?
O tratamento pode envolver métodos farmacológicos e comportamentais. Entre as opções estão:
- Uso de antidepressivos que atuam na serotonina, noradrenalina ou dopamina.
- Preservativos, lubrificantes e cremes com efeito retardante.
- Exercícios de fisioterapia, incluindo contrações e relaxamento pélvico, para melhorar o controle durante o ato.
