Na última quinta-feira (26), Diogo Jota, atacante do Liverpool, e o irmão André Silva perderam a vida após um acidente de carro na rodovia A-52, em Zamora, na Espanha. O relatório oficial da Guarda Civil apontou velocidade acima do permitido como possível causa do desastre, mas testemunhas que estavam no local afirmam o contrário. As informações são do ge.
Dois caminhoneiros ouvidos pelo jornal português Correio da Manhã alegam ter presenciado o momento em que o veículo ocupado pelos irmãos passou por eles pouco antes da colisão e negam qualquer comportamento imprudente por parte do condutor. José Azevedo, uma das testemunhas, reforçou que o carro trafegava normalmente. “A família tem a minha palavra de que eles não estavam em alta velocidade”, afirmou.





Versão das testemunhas contradiz investigação policial
José Azevedo contou ao jornal que chegou a filmar a movimentação e tentou prestar socorro às vítimas. O caminhoneiro declarou que conhecia bem o trecho da rodovia e que o veículo dos jogadores estava “dirigindo com muita calma”. Segundo José Azevedo, era possível distinguir claramente a marca e a cor do carro, mesmo com pouca iluminação no local.
Outro caminhoneiro, amigo de José Azevedo, também presenciou a passagem do carro de Diogo Jota e reforçou que não havia excesso de velocidade. Ambos prestaram depoimentos que confrontam diretamente a hipótese levantada pela polícia espanhola, que menciona uma ultrapassagem perigosa e uma possível falha mecânica como fatores decisivos.
Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, de 25, morreram carbonizados após o veículo sair da pista e explodir por volta de 00h30 no quilômetro 65 da rodovia A-52, nas proximidades de Cernadilla, a cerca de 335 km de Madri. A suspeita é de que um dos pneus tenha estourado, o que teria contribuído para a perda de controle do automóvel.
Viagem foi motivada por recomendação médica
De acordo com Rute Cardoso, esposa de Diogo Jota, os irmãos estavam a caminho de Santander, no norte da Espanha, onde embarcariam em um barco rumo a Portsmouth, na Inglaterra. A decisão de fazer a viagem por terra foi tomada por recomendação médica, já que Diogo Jota havia passado recentemente por uma cirurgia pulmonar e foi orientado a evitar viagens de avião devido à pressão atmosférica.
A ausência dos irmãos em Benavente, onde fariam uma parada, alertou familiares. Após horas de angústia, Rute Cardoso, com quem o jogador havia se casado onze dias antes, identificou os corpos e confirmou que Diogo Jota e André Silva estavam entre as vítimas fatais do acidente.
