A disputa judicial envolvendo Virginia Fonseca, Adriane Galisteu e a plataforma Betano ganhou novos desdobramentos após o autor da ação, Eliudson de Lima Silva, protocolar uma réplica no último dia 8. No documento, ele contestou a defesa apresentada por Adriane Galisteu, que alegou ter firmado contrato com a Betano apenas meses depois das apostas realizadas por ele. Para o autor, essa circunstância não elimina eventual responsabilidade da apresentadora, sustentando que apenas a análise do contrato de publicidade poderá definir com precisão o período da parceria.
Na manifestação, Eliudson também requereu que a Justiça determine a apresentação do contrato firmado entre Adriane Galisteu e a Kaizen Gaming, empresa responsável pela operação da Betano. Segundo ele, o documento poderá esclarecer se a remuneração da apresentadora estava vinculada ao desempenho financeiro da plataforma ou às perdas registradas pelos apostadores.




Autor revisa tese inicial e pede realização de perícias
Ainda na réplica, Eliudson argumentou que, caso seja comprovada a existência de remuneração atrelada aos prejuízos dos usuários, essa prática poderá caracterizar publicidade abusiva. O autor destacou que esse tipo de modelo de remuneração já foi mencionado em declarações prestadas durante a CPI das Bets.
O processo também passou por uma mudança em relação à tese inicialmente apresentada. Após a defesa de Adriane Galisteu afirmar que a atividade das empresas de apostas é autorizada e regulamentada no Brasil, Eliudson reconheceu a legalidade da operação da Betano. Mesmo assim, manteve a acusação de que a plataforma, Virginia Fonseca e Adriane Galisteu teriam desrespeitado normas de publicidade responsável ao apresentar as apostas como alternativa de investimento ou solução para dificuldades financeiras.
Além das novas alegações, o autor solicitou a realização de uma perícia médica para investigar uma possível relação entre as apostas e os problemas psiquiátricos que afirma ter desenvolvido. Também pediu uma perícia técnica para analisar o funcionamento da plataforma Betano.
Outro ponto alterado na ação foi o valor da causa. Inicialmente fixado em R$ 324 mil, o montante foi reduzido para aproximadamente R$ 118 mil, após Eliudson reconhecer que o valor originalmente informado não correspondia ao prejuízo efetivamente comprovado nos autos.
