Nesta semana, veio à tona uma disputa judicial envolvendo a influenciadora digital Bruna Biancardi e o proprietário de uma mansão alugada por ela em Cotia, na Grande São Paulo. Bruna entrou com uma ação na Justiça após descobrir que estava sendo monitorada por câmeras instaladas dentro da residência sem seu consentimento. Mesmo após promessas de que o sistema seria desativado, a vigilância continuou, segundo os documentos do processo.
De acordo com o relato da influenciadora, o proprietário do imóvel confessou que teve acesso às imagens e áudios registrados no interior da casa. A revelação aconteceu depois que ele a questionou sobre a presença de animais de estimação, o que era proibido em contrato. Em uma das mensagens trocadas entre eles, ele chegou a afirmar: “Na verdade, Bruna, meus áudios são das câmeras… já tive problemas, por isso fiz isso para segurança”. Em resposta, Bruna expressou indignação: “Então você estava me vigiando… ainda bem que seu plano não deu certo, pois troquei todas”.




Excesso de pedidos e quebra contratual motivaram saída do imóvel
Além da questão da vigilância, Bruna e sua equipe também relataram abordagens consideradas invasivas por parte do proprietário, incluindo insistentes pedidos de fotos com Neymar, seu então noivo e jogador do Santos. Esses pedidos foram vistos como exagerados e totalmente fora dos limites de uma relação contratual.
Diante da situação, Bruna decidiu encerrar antecipadamente o contrato de locação e deixou o imóvel. Na ação judicial, ela solicita a restituição integral da caução, no valor de R$ 139,6 mil, e pede ainda uma indenização de R$ 10 mil por danos morais, alegando invasão de privacidade e comportamento abusivo por parte do locador.
Segundo a influenciadora, o caso só foi descoberto quando o proprietário mencionou detalhes que só poderiam ser conhecidos por meio das gravações. Mesmo após prometer que teria perdido o acesso ao sistema, ele continuou monitorando a residência, o que Bruna classificou como uma clara violação de sua intimidade.
