Maguila, nome pelo qual era conhecido o ex-boxeador José Adilson Rodrigues dos Santos, faleceu nesta quinta-feira (24), aos 66 anos. Ele enfrentava a ETC (encefalopatia traumática crônica), uma doença que compartilha sintomas com o Alzheimer, mas resulta de repetidos golpes na cabeça – uma condição frequente entre ex-pugilistas.
De acordo com O Globo, em 2018, ele e sua família optaram por doar seu cérebro à Universidade de São Paulo (USP), com a intenção de ajudar nas pesquisas sobre a demência pugilística. Essa condição, que afeta atletas de esportes de contato, como o boxe, está associada aos impactos repetidos na cabeça. A doação visa contribuir para o avanço dos estudos relacionados a essa doença.




Nos últimos sete anos, Maguila residia em uma clínica localizada em Itu, no interior de São Paulo. Até o fim de sua vida, ele enfrentou a “demência pugilística”, uma condição neurodegenerativa progressiva e incurável, diretamente associada aos inúmeros golpes que sofreu durante sua carreira de 20 anos no boxe.
“Quero mandar um abraço para todo o povo brasileiro que me viu lutar. Estou bem e fiquem tranquilos. Só não posso mais lutar, mas estou bem. Essa doença que nem sei falar o nome, mas é difícil. É para o povo ficar tranquilo que estou bem”, disse Maguila, com exclusividade ao GE em 2022.
Cuidado 24 horas
“O Maguila está bem, ele tem uma doença degenerativa e progressiva, mas temos uma equipe que cuida dele 24 horas. É uma equipe que vem trabalhando para que ele tenha uma qualidade de vida melhor. A cada dia a gente vê o carinho que as pessoas têm pelo Maguila”, contou Irani Pinheiro, esposa do atleta, na ocasião.
