No fim de outubro, a Justiça deu um novo rumo ao processo envolvendo a herança deixada por Cid Moreira, ícone do jornalismo brasileiro que faleceu naquele mês. A disputa judicial entre a viúva, Fátima Sampaio Moreira, e os filhos do comunicador se intensificou após denúncias sobre a gestão dos bens deixados pelo apresentador.
Conforme divulgado pela coluna Play, do jornal O Globo, o Tribunal determinou o bloqueio da residência de Cid em Itaipava, na região serrana do Rio de Janeiro. Avaliado em R$ 2,9 milhões, o imóvel não poderá ser negociado sem autorização da Justiça, sendo inclusive retirado de plataformas de venda online.




Filho acusa a viúva de ocultação e movimentações financeiras
O pedido de bloqueio foi motivado por Roger Naumtchyk, filho adotivo de Cid Moreira, que acusa Fátima de esconder e vender parte do patrimônio deixado. De acordo com informações do site Notícias da TV, Roger afirma que a madrasta já teria negociado 11 dos 18 bens imóveis pertencentes ao pai, entre casas, terrenos e apartamentos.
O filho ainda afirma que essas vendas teriam gerado cerca de R$ 12,3 milhões, valor que, segundo ele, ficou todo nas mãos de Fátima. Em sua denúncia, Roger também diz que a viúva teria transferido cerca de R$ 40 milhões para contas bancárias no exterior. Além disso, ele contesta a venda de uma mansão na Barra da Tijuca, que teria sido negociada por R$ 1,2 milhão, embora seu valor de mercado fosse de aproximadamente R$ 6 milhões.
O advogado de Fátima negou todas as acusações feitas pelo herdeiro, informando que os imóveis citados por Roger não estão presentes nem na declaração de Imposto de Renda do casal nem no testamento deixado por Cid. Segundo ele, a herança total do apresentador gira em torno de R$ 60 milhões.
