Um convite aceito, malas prontas e lugar garantido no voo. O que parecia apenas mais uma viagem ao lado dos Mamonas Assassinas se transformaria em um divisor de águas. Pela primeira vez, Valéria Zopello contou por que não embarcou na aeronave que caiu em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira, em São Paulo.
O depoimento faz parte do especial produzido pela TV Globo, que será exibido no Tela Quente em homenagem aos 30 anos do acidente. A produção revisita o auge meteórico da banda e abre espaço para histórias pessoais pouco conhecidas do público.



Um pedido inesperado às vésperas do embarque
Valéria revela que estava pronta para viajar quando recebeu um pedido de Dinho. O cantor sugeriu que ela não seguisse naquele voo. A orientação aconteceu momentos antes da decolagem. Ela decidiu ficar.
A escolha, feita quase sem tempo para reflexão, mudou completamente seu destino. O acidente vitimou os cinco integrantes do grupo, além de membros da equipe e tripulantes, interrompendo uma trajetória que vivia o ponto mais alto da fama nacional.
Recomeço longe da fama
Depois da tragédia, Valéria optou por uma vida distante dos holofotes. Atuou, acelerou nas pistas como piloto de automobilismo e construiu uma carreira ligada à fotografia internacional.
Atualmente, mora na região da Serra da Cantareira, onde administra um orquidário. O local carrega forte simbolismo, já que está ligado à memória do episódio que marcou a história da música brasileira.
O especial não apenas relembra o fenômeno cultural dos Mamonas, mas também evidencia como uma decisão tomada em minutos pode redefinir toda uma vida.
