Aos 74 anos, completados nesta sexta-feira (26), Eduardo Tornaghi vive uma realidade distante do glamour que marcou sua trajetória como galã da Globo nas décadas de 1970 e 1980. Conhecido por papéis em A Moreninha, Memórias de Amor e Sinhazinha Flô, o ator deixou a televisão em 2016, após uma participação em Rock Story, e mergulhou de vez no universo da literatura.
“Militante da Arte e da Educação.” É assim que Tornaghi se apresenta em sua biografia no Instagram, onde também se descreve como poeta, ator, locutor e produtor cultural. A rede social, que reúne pouco mais de 5 mil seguidores e não é atualizada há cerca de 80 semanas, serve como ponto de contato para o público que apoia seus projetos. Para manter saraus e encontros de leitura na Zona Sul do Rio de Janeiro, ele recorre a contribuições via Pix.

Sem contratos fixos desde que saiu da TV, Tornaghi optou por vender seus bens e percorrer o Brasil ministrando aulas em periferias e presídios. A iniciativa refletiu seu desejo de democratizar o acesso à cultura e de transformar a arte em ferramenta de resistência. Hoje, vive de forma mais reservada, sustentado por sua produção poética e pela ajuda de admiradores.
Uma vida guiada pela poesia
Ao trocar os holofotes pelos encontros intimistas, o ex-galã mostrou que a fama não foi suficiente para definir sua trajetória. Para ele, a poesia se tornou um caminho de sobrevivência e também uma filosofia de vida — prova de que, mesmo distante das novelas, a arte segue sendo seu maior palco.
