Fernanda Torres comentou nesta quinta-feira (11/06), durante participação no Taormina Film Festival, na Itália, a repercussão de uma declaração feita por Jennifer Lopez sobre o filme “Ainda estou aqui”. A artista brasileira se emocionou ao tomar conhecimento do relato da cantora e atriz americana, que afirmou que o longa teve impacto significativo em sua vida durante um processo de divórcio. As informações são de O Globo.
Jennifer Lopez contou em um podcast que assistiu à produção dirigida por Walter Salles ao lado da família durante o período de Natal, quando enfrentava questões relacionadas ao fim de um casamento e reflexões sobre os filhos. Segundo a artista, a experiência proporcionou conforto emocional e ajudou em um momento delicado.



Fernanda destaca alcance universal da história
Ao assistir ao trecho da entrevista, Fernanda demonstrou emoção com a repercussão do filme fora do Brasil. “Nossa. Isso é tão, tão emocionante”, afirmou a atriz ao comentar a fala de Jennifer Lopez.
Na avaliação de Fernanda, a força da obra está na abordagem de temas humanos que ultrapassam questões políticas. “Essa reação diz muito sobre a obra de Walter. Este é um filme político, mas é sobre família. É uma história sobre uma mãe, sozinha com cinco filhos para criar. É uma tragédia grega que transcende qualquer posicionamento político, qualquer ideologia. Qualquer pessoa, independentemente de sua origem, pode compreender a ideia fundamental de família. É uma sensibilidade característica da obra de Walter. É uma questão humana.”
A atriz também ressaltou a importância da produção, inspirada na trajetória de Eunice Paiva após a morte de Rubens Paiva durante a ditadura militar brasileira. Para Fernanda, o projeto representou um marco na carreira da equipe envolvida.
“Trabalhamos a vida inteira para ter um filme como este. Walter não fazia um filme há 10 anos, então estou muito feliz por ele ter retornado ao cinema com Eunice, um filme que trouxe uma projeção tão poderosa da história dessa mulher incrível. É um filme muito especial porque uniu um Brasil dividido em torno dos direitos humanos e da justiça. É um filme raro.”
