Nesta segunda-feira (2/7), a coluna Gabriel Perline da Contigo informou que Flávia Rocha foi condenada em um processo por supostamente sumir com R$ 6 milhões de Mari Maria. A socialite, proprietária do Grupo Farmamake e responsável pela marca Mari Mari Makeup, pode ter alterado a formulação de um dos cosméticos que leva a assinatura da influenciadora.
Após o sumiço dos itens, Mari Maria abriu um processo judicial contra a STY Comércio de Cosméticos Ltda e cancelou, sem aviso prévio, o lançamento da base Face Tint. O motivo do cancelamendo é a base Cover Up ter causado problemas aos clientes.




Na sequência, a defesa da blogueira emitiu um comunicado via e-mail:
“Nos deparamos com a situação da instabilidade de alguns lotes da Cover Up, trazendo dúvidas sobre a qualidade e segurança dos produtos pelo consumidor, o que afeta diretamente a imagem da marca. Diante da situação, por todas essas questões apresentadas, decidimos suspender o lançamento da Face Tint até a devida resolução das mesmas, pois como faremos o lançamento de uma nova base se as nossas bases atuais, que já estão consolidadas no mercado, não estão sendo produzidas para atender a demanda?“.
Em março de 2023, Mari Maria alterou a embalagem dos produtos. No entanto, Flávia Rocha foi além e modificou a fórmula da base, algo que não foi aprovado pela blogueira. Em meio a isso, houve um distrato que não foi pago pela soliciate, que deve R$ 6.406.496,23 a Mari Maria. O valor inclui pagamento de valores vencidos, juros e multas.
Em novembro do mesmo ano, a parceria com STY. chegou ao fim. Já em abril de 2024, Mari Maria começou o processo de lançamento com uma nova fabricante, mas foi pega de surpresa ao descobrir que a empresa da socialite ofereceu bens dos empresários para encerrar o processo.
Com isso, a influenciadora deu entrada em um novo processo de rejeição de bens oferecidos à penhora pela STY, que eram antigos produtos produzidos para a marca Mari Maria até o mês de novembro de 2023.
“Com a reformulação da linha de cosméticos e o contrato celebrado com a nova fabricante, seria impossível cogitar a utilização de qualquer material, formulação ou produto oferecidos pela ex-fabricante, ora Executada STY, que não condizem com os produtos recentemente lançados no mercado. E mesmo que assim não fosse, com o devido respeito, são absolutamente incertas as condições de armazenamento empregadas pela Executada STY, ainda mais após o fim da parceria e encerramento da comercialização dos produtos, que se deu há pouco mais de 06 (seis) meses (em 30/11/2023)“
Observa-se que se tratam de produtos perecíveis e que alguns dos materiais apresentados estão fora do prazo de validade, sendo possível aferir das fotografias apresentadas às fls. 101, a dispersão de produto, o que evidencia a qualidade duvidosa destes e das condições em que foram armazenados, o que jamais poderá ser recebido como garantia do débito exequendo“, informa.
O valor em produtos atingia R$ 3.882.766,38, quase R$ 3 milhões a menos do que foi pedido inicialmente. Sobre o lançamento, Mari Maria disse que foi suspenso depois de sofrer com “desabastecimento nas lojas e problemas na formulação dos produtos já lançados, sem qualquer medida resolutiva adotada pela ex-fabricante (…) Naquela época, eram crescentes as reclamações dos consumidores sobre a qualidade de algumas linhas dos produtos da Exequente, o que ocasionou diversos prejuízos à marca“.
O processo ainda indica que Flávia Rochatem R$ 3.740,684 em bens em seu nome, sendo 25% de um apartamento avaliado em R$ 560.684,00, dois imóveis avaliados em R$ 280.000,00 e R$ 2.9000.000,00, em São Paulo e em Itú, interior de SP, além de automóveis no próprio nome e de sua empresa. A coluna ainda informa que há 11 ações movidas contra Flávia Rocha.
