A influenciadora Nathalia Valente comentou na terça-feira (11/03) a repercussão envolvendo o marido, o influenciador Yuri Meirelles, após participação em uma trend nas redes sociais associada a conteúdos misóginos. O material mostra homens simulando reações violentas diante da hipótese de rejeição feminina. As informações são do O Globo.
A repercussão ocorreu depois que órgãos públicos anunciaram investigações sobre publicações relacionadas ao tema. O Ministério Público Federal decidiu apurar a circulação dos vídeos, enquanto a Polícia Federal abriu inquérito após acionamento da Advocacia-Geral da União. O conteúdo apresenta criadores de conteúdo encenando agressões como socos, chutes e facadas em situações fictícias ligadas à recusa em relacionamentos.



Investigação mira conteúdos que simulam violência contra mulheres
Nathalia Valente comentou o caso em perfil nas redes sociais diante de mais de 10 milhões de seguidores. A influenciadora reconheceu erro na publicação do marido, mas afirmou que o comportamento não define Yuri Meirelles como agressor.
A influenciadora declarou: “Eu, como mulher peço desculpas. O Yuri já está sendo responsabilizado pela trend que fez, mas ele não é um agressor, não é uma pessoa ruim. Ele é um pai e um marido maravilhoso”.
Yuri Meirelles apagou o vídeo após críticas e publicou mensagem de retratação. O influenciador afirmou sentir constrangimento ao rever o conteúdo divulgado anteriormente.
Yuri Meirelles declarou: “Há um ano atrás eu postei esse vídeo aqui no TikTok e hoje eu olho para trás e me dá uma vergonha absurda. Foi o maior absurdo que eu já postei na minha vida, e eu vim aqui pedir perdão para vocês”.
O procurador federal dos Direitos Humanos Nicolao Dino encaminhou o caso ao Procurador Regional dos Direitos do Cidadão no Distrito Federal. A medida prevê abertura de procedimento para avaliar os conteúdos e possíveis providências.
Nicolao Dino afirmou: “Os conteúdos contribuem para a naturalização simbólica da agressão de gênero e fortalecem discursos de ódio no ambiente digital, tornando urgente a avaliação do papel das empresas de tecnologia na moderação dessas veiculações”.
A Advocacia-Geral da União informou que publicações com a trend surgiram inicialmente em quatro perfis na plataforma TikTok. O órgão sustenta que os responsáveis podem responder por incitação a crimes de gênero.
Segundo a AGU, “a circulação sistemática de conteúdo misógino em plataformas digitais representa ameaça concreta aos direitos fundamentais das mulheres”.
Veja o vídeo:
