O cantor Leonardo, foi adicionado nesta segunda-feira (7/10) à “lista suja” do trabalho escravo, conforme anunciou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Essa lista, atualizada semestralmente, reúne empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão.
Agora, após as acusações o músico sertanejo se pronunciou sobre o assunto. “Então, gente, boa tarde. Estou aqui, confesso a vocês que surpreso e muito triste. O meu nome está sendo vinculado no meio da televisão, rádio, internet, e tudo mais. Quero dizer a vocês que, em 2022, eu arrendei a fazenda para que o arrendatário plantasse soja, milho, ou o que ele quisesse. Se eu arrendo a fazenda para ele, ele tem o direito de plantar o que quiser, entenderam?”, iniciou Leonardo.




Além disso, o marido de Poliana Rocha afirmou que o funcionário faz parte da fazenda arrendada que ele não conhece. “E nisso surgiu um funcionário lá nessa fazenda que eu arrendei, que eu não conheço, nunca ouvi falar, nunca vi. De repente, fui visitado pelo Ministério Público do Trabalho, com todo o respeito a vocês. Eles foram muito bem recebidos na minha fazenda e foi lavrada uma multa para mim, que sou o proprietário da fazenda. Mas não da Fazenda Talismã, e sim da Fazenda Lacanca, onde arrendei para ser plantada soja, entenderam?”
O pai de Zé Felipe garante que, apesar da multa, tudo já foi resolvido. “Até aí, a gente respeita o Ministério Público e tudo mais, mas essa multa para mim… A gente acertou tudo, inclusive já está arquivada. Já foi tudo acertado, pagamos a multa.” Leonardo enfatizou que não tem conhecimento sobre os trabalhadores que estavam na fazenda arrendada. “Não conheço quem estava lá naquelas casinhas, nem quem os colocou lá, porque, gente, eu já plantei tomate. Eu sei como é a vida, é difícil, e do fundo do meu coração, jamais faria algo assim, entenderam?”
Por fim, Leonardo se disse contra o trabalho escravo. “Então, acho que houve um equívoco muito grande sobre a minha pessoa. O Brasil inteiro me conhece, sabe quem eu sou e da idoneidade que eu tenho. Graças a Deus, isso foi a herança que meu pai e minha mãe me deixaram. Estou dizendo a vocês que eu não me misturo nessa lista, nessa lista de trabalho escravo. Sou totalmente contra esse tipo de coisa, entenderam? Totalmente contra. Muito obrigado e fica aquele abraço. Valeu, gente!”
Entenda o caso
A inclusão de Leonardo ocorreu após uma fiscalização do MTE, realizada em novembro de 2023, na Fazenda Talismã, situada em Jussara, Goiás. Essa propriedade, avaliada em cerca de R$ 60 milhões e de propriedade do cantor, foi alvo de inspeção, onde foram encontradas seis pessoas em condições degradantes, incluindo um adolescente de 17 anos.
Segundo o ministério, essas condições evidenciam violações graves aos direitos dos trabalhadores e configuram a escravidão contemporânea. De acordo com o relatório do MTE, os trabalhadores da Fazenda Talismã estavam sem acesso a alojamentos adequados, alimentação de qualidade e condições mínimas de higiene.
O órgão também destacou a falta de formalização do vínculo empregatício, o que acentua a vulnerabilidade das pessoas encontradas. A inclusão na “lista suja” acarreta diversas sanções para o cantor, incluindo restrições de acesso a crédito e financiamento de bancos públicos, além de prejudicar sua imagem pública. A defesa de Leonardo ainda não se pronunciou sobre a inclusão na lista.
