A Polícia da Paraíba divulgou no último sábado (13/9) imagens recentes de Hytalo Santos dentro da Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa. As fotos fazem parte do monitoramento das condições de segurança do detento, que está recolhido junto ao marido, Israel Vicente, conhecido como Euro.
O casal foi preso preventivamente em 15 de agosto, em Carapicuíba (SP), após investigações apontarem risco à ordem pública e possibilidade de obstrução da Justiça. Hytalo e Israel são suspeitos de envolvimento em tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular e produção de vídeos com menores para redes sociais, além de constrangimento de crianças e adolescentes.



Após a prisão, o casal foi transferido para a Paraíba em 28 de agosto e permanece em alas destinadas ao público LGBTQIA+, seguindo protocolos de segurança do sistema prisional. Eles aguardam as próximas decisões do processo judicial enquanto cumprem prisão preventiva.
Entenda os crimes dos quais Hytalo é suspeito
O magistrado apontou fortes indícios de que Hytalo Santos e Israel Vicente estariam envolvidos em crimes graves, incluindo tráfico de pessoas, exploração sexual de menores, trabalho infantil artístico irregular, produção de vídeos com crianças para redes sociais e constrangimento de crianças e adolescentes. O tráfico de pessoas envolve coação ou fraude para exploração sexual, adoção ilegal ou servidão, com pena de quatro a oito anos de prisão. A exploração sexual infantil abrange contato físico ou produção de material sexual, com penas que podem chegar a 15 anos.
O trabalho infantil artístico irregular ocorre quando menores participam de produções sem autorização judicial ou em condições inadequadas, podendo gerar multas ou, em casos mais graves, configurar crime. A produção de vídeos com crianças em redes sociais pode ser enquadrada como exploração sexual ou constrangimento ilegal, dependendo do conteúdo. Já o constrangimento de crianças e adolescentes, quando submetidos a vexame ou humilhação, tem pena de seis meses a dois anos de detenção.
